benchmark financeiro

O que é benchmark financeiro? Saiba como utilizá-lo nos investimentos

Para investidores que não atuam profissionalmente no mercado financeiro, pode ser difícil avaliar o desempenho de uma aplicação. Usar um benchmark financeiro faz a avaliação ficar mais fácil.

É claro que todo investidor deve ter paciência com a sua estratégia, mas também é verdade que devemos avaliar os resultados e mudar quando ficou evidente que o desempenho esperado não virá.

Para encontrar esses momentos, os principais investidores do mercado utilizam um benchmark financeiro para comparar as suas aplicações e entender se a estratégia funciona ou se o custo de oportunidade é alto demais.

Ficou interessado em saber que ferramenta é essa e como você pode usá-la para melhor as suas próprias aplicações? Então siga a leitura abaixo para saber mais sobre o assunto!

O que é benchmark financeiro?

No mundo financeiro, um benchmark é usado para avaliar o desempenho de algum investimento, de sua carteira como um todo ou metodologia em relação a determinados indexadores do mercado.

Essa ferramenta é extremamente útil pois oferece ao investidor uma maneira de avaliar se a sua estratégia está no caminho certo ou se é necessário mudá-la para atingir um desempenho melhor.

Sem a comparação com um benchmark financeiro, o único parâmetro de avaliação é se o investimento “deu lucro”, o que não é o ideal pois ignora custos de oportunidade e efeitos da inflação.

Para dar um exemplo simples, suponha que você investiu R$50.000,00 na Poupança no dia 01/01/2020. Se a Taxa Selic permanecer estável o ano inteiro, a perspectiva é que o rendimento da Poupança seja de 3,15% no ano. Em dezembro, você teria mais ou menos R$51.575,00. Em tese, teve um rendimento positivo.

No entanto, quando comparado a algum benchmark financeiro (como a projeção da inflação no ano de 3,6%), fica claro que o custo de oportunidade dessa aplicação é muito alto. Ela sequer vence a inflação, o que significa que o seu dinheiro na verdade perdeu valor no exemplo.

Quais são os principais benchmarks do mercado?

Agora que já entendemos o que é um benchmark financeiro, é hora de falarmos sobre quais os principais índices econômicos que podem ser usados nessa função na hora de avaliar o desempenho das suas aplicações.

Confira alguns deles a seguir!

CDI

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um indicador utilizado nas relações de empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos. Além disso, ele é o principal indexador de rentabilidade de títulos de Renda Fixa emitidos pelas instituições financeiras, como o CDB, LCI e LCA.

Por isso, o CDI é um dos benchmarks mais utilizados ao se avaliar o desempenho de estratégias e carteiras de investimento. O índice é uma espécie de “mínimo” aceitável para uma aplicação. Se ela rende acima do CDI, então é sinal de que vale a pena mantê-la. Se não, mesmo que ela dê lucro no final, é indicador de que o custo de oportunidade é alto demais e seria melhor investir seu dinheiro em outro lugar.

Taxa Selic

A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e, portanto, um excelente benchmark financeiro para julgar o resultado obtido por uma carteira de investimentos.

Se uma estratégia foi capaz de bater a Selic, é sinal de que ela gerou ganhos acima da taxa básica de juros do Brasil. Ou seja: foi melhor investir nela do que emprestar dinheiro para o governo pelo Tesouro Direto.

IPCA

O IPCA é o principal indicador econômico da inflação do país em um determinado período, sendo apresentado normalmente com a variação dos preços nacionais no ano.

Como a inflação tem efeito corrosivo no valor do dinheiro, o IPCA é o benchmark mínimo de qualquer investimento, seja de Renda Fixa ou Renda Variável. Se a aplicação não consegue superar o IPCA, o que acontece comumente com a Poupança, é sinal de que investir nela é literalmente perder valor.

Por isso, o IPCA é o mínimo dos mínimos para uma estratégia de investimentos ser considerada bem-sucedida.

Ibovespa

O Ibovespa é o mais importante índice da B3, Bolsa de Valores de São Paulo. O índice é o mais importante para medir o desempenho de investimentos em Renda Variável, pois concentra em si a média de cotações das principais ações negociadas na Bolsa.

Assim, quando o Ibovespa sobe, é sinal de que a média das ações no mercado subiu. Quando o Ibovespa desce, é sinal de que a média dos principais papéis do Brasil desceu.

Ao acompanhar o desempenho do Ibovespa durante um determinado período de tempo e compará-lo com o resultado da sua carteira de ações, é possível entender se a sua estratégia subiu acima ou abaixo da média, comprovando a sua eficácia.

Como utilizá-los nos investimentos?

benchmark financeiro

Se você quer avaliar o desempenho da sua carteira de modo satisfatório, deverá usar benchmarks financeiros. Mas como isso é feito? Veja a seguir!

Escolha o benchmark financeiro correto

Se você prestou atenção na lista de índices anteriores, percebeu que nem todos eles são indicados para qualquer situação. Dependendo dos seus investimentos, o melhor pode ser usar um ou outro benchmark.

Por isso, inicie o processo de avaliação determinando qual o índice perfeito para a sua comparação. Normalmente, o recomendado é o seguinte:

  • para investimentos em Renda Fixa: usar o CDI ou a Taxa Selic, e também o IPCA (para saber se sua aplicação perdeu ou não valor);
  • para investimentos em Renda Variável: usar o Ibovespa, e o IPCA para considerar o efeito da inflação nesses ativos;
  • para a sua reserva de emergência: usar apenas o CDI ou a Taxa Selic, já que o foco de uma reserva de emergência deve ser sempre segurança, e não risco por rentabilidades maiores.

Não se prenda ao resultado de curto prazo

Um dos principais erros cometidos por investidores ao usar o benchmark financeiro é focar apenas na comparação de curto prazo entre a carteira e o índice escolhido, especialmente no setor de Renda Variável.

Sim, é fato que é possível ter uma queda significativa na sua carteira no curto prazo, mas também é possível recuperar isso no longo prazo. Por isso, use o benchmark com base no período de avaliação da sua meta. A ideia é medir a eficácia de uma aplicação considerando os resultados de longo prazo.

Aprenda para fazer melhor no futuro

Um dos grandes benefícios do benchmark financeiro é poder ter uma avaliação relativamente objetiva do desempenho de uma carteira em comparação com as opções “médias” do mercado. Se o resultado não for positivo, não tem problema: há margem para melhorar no futuro. Por isso, use as comparações para a obtenção de insights que vão contribuir com a sua estratégia no futuro.

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