cdb prefixado e pós fixado

CDB pré-fixado e pós-fixado: você sabe quais são as diferenças?

Com o recente estado do mercado financeiro, relacionado, principalmente, à pandemia de coronavírus, torna-se mais importante que os investidores assumam estratégias de proteção do seu patrimônio. Por isso, entender a diferença entre CDB pré-fixado e pós-fixado é essencial para esse momento.

Apesar de um 2019 estável, a Bolsa de Valores nacional tem sido marcada pela volatilidade em 2020. Depois da gigantesca queda, em março deste ano (quando o Ibovespa caiu 30%), as oscilações nos papéis negociados passaram a ser cada vez maiores.

Em um cenário desses, é essencial que o investidor tenha uma estratégia de proteção para o seu patrimônio. É por isso que investir em CDB se torna mais atraente nesse momento.

No entanto, é importante saber as diferenças entre CDB pré-fixado e pós-fixado para escolher a aplicação correta. Quer descobrir como fazer essa opção? Então, siga a leitura!

O que é CDB?

O Certificado de Depósito Bancário é um investimento de Renda Fixa. A aplicação consiste em um depósito a prazo, vendido pelas instituições financeiras (bancos e corretoras) para poder captar recursos para financiar atividades de crédito.

Para o investidor, o CDB é um título sobre o qual incidem juros durante toda a sua duração, que funcionam como remuneração por ter adquirido o ativo. Na sua data de vencimento (ou antes, dependendo do modelo de liquidez escolhido), o investidor recebe o seu dinheiro de volta acrescido dos juros em questão.

A aplicação é uma excelente opção para quem quer diversificar investimentos, especialmente, porque conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos. No geral, um CDB pode ter remuneração prefixada ou pós-fixada.

Cada modelo tem vantagens específicas. Eles podem ser mais ou menos úteis, dependendo do contexto econômico, do perfil de investidor e do seu objetivo financeiro.

O que é CDB pré-fixado?

O CDB pré-fixado é uma das modalidades de remuneração do Certificado de Depósito Bancário. Ele é caracterizado por ter o seu rendimento já definido no momento da aplicação. Por isso, o investidor sabe exatamente quanto receberá na data de vencimento do título.

Um exemplo simples de compreender é ver no mercado um CDB a 8% ao ano e com vencimento de 5 anos, por exemplo. Caso invista, digamos, R$50.000,00 nessa aplicação, ele receberia ao redor de R$73.446,40 no fim dela (sem descontar impostos e taxas).

O que é CDB pós-fixado?

cdb prefixado e pós fixado

O CDB pós-fixado, no entanto, é uma aplicação em que não há uma taxa de juros definida para a remuneração do depósito. O que existe é uma fórmula que utiliza um indexador econômico para calcular a rentabilidade do título.

Dessa forma, portanto, o rendimento de um CDB pós-fixado é definido pela oscilação do indexador econômico em questão. No mercado brasileiro, são dois os índices utilizados para o cálculo da rentabilidade de um CDB:

  • CDI: é a principal rentabilidade de um investimento de Renda Fixa. Normalmente, os CDBs têm rendimento apresentado como um percentual do CDI, como 90%, 95% ou mais de 100%;
  • IPCA: é o índice que mede a inflação, de acordo com o IBGE. Normalmente, os CDBs podem ser ajustados pelo IPCA e receberem ainda uma porcentagem prefixada, seguindo um modelo misto. Por exemplo, o rendimento seria apresentado como “IPCA + 5% ao ano”.

Apesar de o investidor não saber exatamente quanto receberá ao final da sua aplicação (já que os indexadores oscilam com o tempo), ele terá em mãos a fórmula de cálculo. Dessa forma, sabe que haverá um crescimento constante, mesmo que o ritmo varie.

Quais são as diferenças pontuais entre um conceito e outro?

A principal diferença entre CDB pré-fixado e pós-fixado é, justamente, o cálculo de rentabilidade das aplicações. Normalmente, ambos contam com boa liquidez (algumas instituições financeiras emitem os títulos com possibilidade de liquidez diária depois de um período de carência) e boas condições de acesso.

O que os diferencia, mesmo, é o fato de um ter a rentabilidade definida, independentemente do que aconteça com a economia nacional, enquanto o outro tem o desempenho que varia, de acordo com a movimentação de indexadores como o CDI e o IPCA.

Por causa disso, em certos momentos, é mais vantajoso adquirir CDBs pré-fixados, enquanto em outros, o melhor é ter CDBs pós-fixados.

Como escolher entre CDB pré-fixado e pós-fixado?

Agora que já definimos as diferenças entre CDB pré-fixado e pós-fixado, é chegado o momento de entender quando devemos comprar um ou o outro. Veja como escolher, a seguir!

Observe as possibilidades de remuneração

O primeiro filtro a aplicar para escolher entre CDB pré-fixado e pós-fixado é observar quais as possibilidades de remuneração entre as duas opções. Isso depende, majoritariamente, do cenário macroeconômico nacional.

O CDB pré-fixado já conta com uma porcentagem específica de rentabilidade. Por isso, deixa a comparação mais fácil. Dessa forma, o ideal é observar os sinais emitidos pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) e o avanço do IPCA, segundo o IBGE.

Se o Copom der sinais de que pretende subir a Selic (o que direciona o CDI também) ou a inflação estiver em ascensão, então, os títulos pós-fixados são mais vantajosos. Em cenário contrário (que é o que vivemos durante a pandemia), as aplicações prefixadas se tornam mais interessantes.

Considere o prazo de investimento

Além da possibilidade de rendimento, outro elemento que afeta a escolha é o prazo do investimento. Nesse caso, será necessário pensar no seu objetivo com a aplicação.

Se a ideia é ter uma reserva de emergência, então, é interessante optar por uma aplicação com liquidez diária e que renda acima da inflação no período. Já se você não precisa do dinheiro com pressa, pode optar pelos CDBs com prazos maiores (que, normalmente, têm rentabilidade melhor).

Compare os principais riscos

O grande risco que é necessário ter em mente é a possibilidade de mudança no cenário econômico durante a aplicação. CDBs de prazos muito longos (como 8 a 10 anos), sem a possibilidade de resgate, podem sofrer com muitas mudanças na economia.

Basta ver o exemplo de quem comprou CDBs pós-fixados em 2015, quando o acumulado do CDI chegou a 14%. Na época, a taxa estava com excelente rendimento. No entanto, eventualmente, o Copom reduziu a Selic a 2% ao ano, o que tornou o mesmo título menos vantajoso. Quem comprou pré-fixado na época, entretanto, segue com boa rentabilidade.

Além disso, há o risco de a inflação reduzir o ganho real das aplicações. Em relação ao CDB pré-fixado, ele é mais intenso. Afinal, há a possibilidade real de que a inflação dispare durante o investimento e ultrapasse o rendimento do título, pulverizando o seu ganho real.

Agora que você já sabe as diferenças entre CDB pré-fixado e pós-fixado, está mais preparado para poder escolher qual deles colocar na sua carteira. É importante continuar aprendendo sempre sobre investimentos para poder ter decisões mais conscientes e com maior probabilidade de acerto. Além disso, é essencial se manter atualizado sobre o mercado para ter o contexto apropriado e identificar qual aplicação é a melhor em cada momento.

O que você achou do nosso conteúdo? Na sua opinião, é melhor investir em CDB pré-fixado ou pós-fixado nesse momento? Deixe seus comentários abaixo!

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