Saiba como as eleições 2022 podem afetar o mercado financeiro

As eleições 2022 estão chegando e, com elas, crescem as expectativas sobre o rumo político e econômico do Brasil. Por isso, os investidores estão alerta desde os primeiros movimentos dos possíveis presidenciáveis.

De fato, esse é um ano decisivo para o futuro do país e, mais do que nunca, é fundamental ter cautela na organização das suas finanças. Independentemente de quem seja seu candidato, sendo ele eleito ou não, o mercado financeiro vai responder às urnas com muito mais intensidade do que tem respondido às especulações.

Neste artigo, você vai acompanhar as expectativas gerais para esse ano eleitoral e quais são as consequências possíveis para seus investimentos. Continue a leitura e descubra o que provavelmente será impactado com a definição do próximo governo e como se proteger da volatilidade. Confira!

Quais as expectativas para as eleições de 2022?

Mesmo antes de começar o ano eleitoral, o mercado financeiro já respondia às expectativas de um possível segundo turno nas eleições 2022. Com o desafio da pandemia, que afetou drasticamente as perspectivas econômicas, muitos investidores aproveitaram a oportunidade para acompanhar as medidas adotadas pelo atual governo para lidar com a crise sanitária.

Nesse contexto, as pesquisas eleitorais começaram a produzir números, e as previsões obscuras passaram a orientar as decisões dos investidores, reduzindo seu apetite por riscos. Afinal, volatilidade sempre é esperada no mercado de valores em época de eleição, mas as eleições 2022 prometem ser um pouco mais turbulentas.

Com a polarização política e a incerteza econômica, os investidores, especialmente estrangeiros, têm sido cautelosos, no mínimo esperando as tensões se estabilizarem para decidir aplicar suas economias no Brasil, apesar de as recentes oportunidades estarem atraindo muitos dólares desde o começo de 2022.

Como consequência, temos variação cambial, aceleração da inflação e a típica medida de contenção tomada pelas autoridades econômicas no Brasil: aumento dos juros. Até a definição de um novo governo, a tendência é observarmos a escalada desses cenários.

Como elas afetam o mercado financeiro?

O mercado financeiro é plural e extremamente complexo, tornando um desafio a apuração das variáveis que determinam se as condições são otimistas ou pessimistas. O que geralmente podemos fazer é olhar para o passado e buscar pistas do que pode acontecer, mesmo que o que tenha acontecido não seja garantia de que os eventos se repitam.

Por outro lado, existem algumas tendências que fazem sentido quando analisamos os interesses do mercado. Até mesmo por uma perspectiva individual, podemos dizer que, em um cenário de risco, queremos nos proteger e, em um cenário de prosperidade, queremos aproveitar oportunidades.

Variações no câmbio

Uma das principais reações do mercado financeiro antes de uma disputa política é a variação do câmbio. Naturalmente, os investidores ficam receosos durante a troca do poder executivo de uma nação e buscam se acautelar para evitar prejuízos.

Assim, é comum acompanharmos uma evasão de capital estrangeiro, e mesmo investidores brasileiros passam a se proteger mais no exterior. O efeito disso é uma volatilidade no valor do real frente a outras moedas. Mas, como você vai ver a seguir, estamos acompanhando o movimento contrário.

Aumento do valor do dólar

Como o dólar é o principal meio de troca do mundo, a variação do câmbio é, consequentemente, refletida na alta do preço da moeda americana. No entanto, até abril de 2022, não é o que temos visto. Desde o começo do ano eleitoral, observamos uma queda significativa do valor do dólar, contrário às expectativas.

De fato, o real tem se valorizado frente a todas as moedas, e a justificativa está na entrada de dólares no Brasil graças ao aumento de exportação de commodities, especialmente do setor de alimentos, possivelmente estimulada pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Além disso, o aumento da taxa de juros a um patamar de 11,75% tem chamado a atenção de investidores estrangeiros. Porém, é difícil dizer se esse é um contexto singular que pode ser perturbado à medida que nos aproximamos das eleições, ou se essa tendência é sustentável, com real se valorizando cada vez mais.

Aceleração da inflação

Apesar da queda do dólar, as previsões para o avanço da inflação não apenas têm se confirmado como estão sendo superadas. Mês a mês, desde o início da pandemia de Covid-19, as projeções para o aumento de preços no mercado interno têm sido crescentes.

Atualmente, a expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) está acima da meta de 5%, com alguns especialistas prevendo até 8% para o fim de 2022. Quanto dessas estimativas podem ser justificadas pelas eleições vai depender do planejamento econômico do novo governo e de como o mercado deve reagir a isso.

Variação nas taxas de juros

Acompanhando os desafios econômicos globais, devido à crise sanitária, a elevação da taxa básica de juros é mais um fator de atenção nesse ano eleitoral. As previsões são de percentuais acima dos 12% ao ano, fazendo das oportunidades em renda fixa opções atrativas no mercado.

Contudo, a maneira como as autoridades econômicas vão conduzir as políticas monetárias após a definição de um novo governo também é uma incógnita.

eleições 2022

Como proteger seus investimentos da volatilidade?

O passo mais coerente que qualquer investidor deve dar diante das incertezas do futuro político e econômico do Brasil é esclarecer os próprios objetivos de curto, médio e longo prazos. Existem muitas opiniões sendo propagadas, mas nenhuma delas pode refletir seus interesses pessoais.

Portanto, mais do que buscar a segurança de uma recomendação que faça sentido, você deve manter a consciência sobre suas necessidades e objetivos. Dessa forma, você garante as condições apropriadas para tomar as decisões corretas, alinhadas ao seu plano de investimento.

Isso passa também pela consideração do seu perfil de investidor. Em uma disputa acirrada como se espera para as eleições de 2022, o risco é um dos fatores de maior relevância, e quem tem pouca tolerância à possibilidade de prejuízos deve ponderar com máxima cautela as escolhas que fizer.

Uma saída tipicamente conservadora em cenários de alta volatilidade é proteger capital no mercado exterior, atrelando investimentos a moedas estrangeiras, comumente o dólar. Como você viu, o receio dos investidores tende a gerar evasão de capital, e essa é uma das razões para a variação do câmbio.

Outra opção bastante popular são os títulos de renda fixa atrelados à inflação ou à taxa básica de juros, que tornam a carteira do investidor menos sensível à volatilidade, absorvendo a alta dos preços e do custo de crédito nacional.

De todo modo, as alternativas de proteção não devem ser tomadas como recomendação geral, porque cada objetivo tem suas particularidades. Sendo assim, procure estudar com atenção o mercado econômico no contexto das eleições de 2022, e adote a estratégia que corresponda às suas intenções de investimento.

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