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ETF de Renda Fixa: O que é e como investir

O mercado financeiro conta com muitas opções diferentes de aplicações para o investidor. Para escolher a ideal para cada caso, é essencial entender o mecanismo delas, suas particularidades e variações. Uma alternativa que tem se destacado bastante, recentemente, é o ETF de Renda Fixa.

Essa opção é muito interessante para quem tem o perfil de investidor mais conservador, focado em investimentos com menor risco e ganhos um pouco mais garantidos, mas também quer pagar menos taxas e ter maiores facilidades. Embora, vale destacar, não existam aplicações 100% seguras.

Acha que essa parece uma boa opção para diversificar a sua carteira de investimentos? Então, siga a leitura para entender tudo sobre o ETF de Renda Fixa!

O que é ETF?

A sigla ETF vem do termo em inglês Exchange Traded Funds. Em português, a tradução significaria algo como Fundos Negociados na Bolsa de Valores. Também chamados de Fundos de Índice, os ETFs são Fundos de Investimentos abertos, cujos portfólios seguem a carteira teórica de algum índice do mercado financeiro.

Eles são considerados fundos abertos, pois é possível entrar e sair deles a qualquer momento, desde que obedecida a quantidade mínima de cotas prevista em seus regulamentos. O objetivo de um ETF é acompanhar algum índice do mercado em específico.

Por exemplo, o Ibovespa é o índice que acompanha o desempenho médio das ações negociadas na B3 (antiga Bovespa). Ele é formado pelos papéis de maior volume negociado nos três meses anteriores. Assim, um Fundo de Índice pode usar a mesma fórmula e comprar as mesmas ações, na mesma proporção. Na teoria, seu desempenho acompanharia o do índice.

Um ETF de Renda Fixa, portanto, segue índices de investimentos em Renda Fixa, como títulos públicos ou privados, que você pode encontrar na página de investimentos ABC Personal. Por isso, a maior parte do seu portfólio é composta por títulos de Renda Fixa que são atrelados e variam de acordo com o índice que o Fundo tenta reproduzir.

Aqui no Brasil, temos 7 ETFs desse tipo em negociação (no momento da publicação deste conteúdo, em julho de 2021). Eles seguem os índices abaixo:

  • IRF-M: é um índice feito pela Anbima com o objetivo de acompanhar o desempenho das LTNs e NTN-Fs (Tesouro Prefixado e Tesouro Pré-fixado com Juros Semestrais, respectivamente);
  • IMA-B: também feito pela Anbima, é um índice focado em acompanhar os títulos do Tesouro Direto que são atrelados à inflação via IPCA e que pagam juros semestrais;
  • SPBDI1FP: é um índice feito pela S&P Dow Jones Índices para medir o desempenho de uma carteira composta somente por contratos futuros de DI de até três anos.

Como funciona um ETF de Renda Fixa?

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Para investir em um ETF de Renda Fixa, é necessário entender como o Fundo de Índice funciona e quais são os processos para aplicar seu dinheiro em uma das opções disponíveis na Bolsa atualmente. O investimento em um ETF de qualquer tipo consiste na compra de cotas do Fundo.

Conforme essas cotas se valorizam, o investidor vê o seu patrimônio aumentar. Se elas se desvalorizarem, então, o valor investido cai também.

A negociação das cotas de um Fundo de Índice de Renda Fixa acontece no pregão da Bolsa de Valores. Para comprar e vender as cotas, é preciso ter conta em uma corretora ou banco de investimentos.

A gestão da carteira do Fundo de Investimentos é feita por um gestor profissional. Sua obrigação é acompanhar o Índice de Referência estipulado pelo Fundo (atualmente, no Brasil, os ETFs de Renda Fixa usam os mencionados acima) e fazer a alocação do patrimônio, de modo a seguir a sua carteira teórica.

Quais as vantagens dos ETFs de Renda Fixa?

Assim como qualquer outra opção de investimento no mercado financeiro, os ETFs de Renda Fixa contam com vantagens e desvantagens. Veja, a seguir, alguns dos benefícios desse investimento, em comparação com opções semelhantes:

Taxa de administração mais vantajosa

Como a administração de um ETF de Renda Fixa é passiva, sua taxa de administração é menor do que a de Fundos de Renda Fixa tradicionais do nosso mercado. Os valores variam, claro, mas normalmente não costumam passar de 0,30% ao ano. Já os Fundos de Renda Fixa tradicionais podem ter taxas de administração de 1% e 2% ao ano.

Investimento mais acessível

Os ETFs de Renda Fixa, normalmente, exigem um valor inicial de investimento menor do que outros fundos (que podem pedir aplicações iniciais de R$10.000,00, R$50.000,00 ou até mais). Por conta disso, são Fundos de Índice mais acessíveis para pequenos investidores.

Mais flexibilidade

O ETF de Renda Fixa é uma forma mais flexível de investir em títulos de Renda Fixa, como o CDB, Tesouro Direto, LCI e LCA. Apesar de todos esses títulos terem opções de liquidez diária (com exceção do Tesouro Direto), a maior parte deles paga o rendimento apenas no vencimento.

No entanto, o Fundo de Índice permite usufruir da rentabilidade dessas opções, mas manter a liquidez diária. Dessa forma, é possível comprar ou vender cotas a qualquer momento, de acordo com a mudança do mercado.

O que ter em mente ao investir em ETF de Renda Fixa?

Se você se interessou em investir em ETF de Renda Fixa, precisa ter alguns pontos em mente antes de fazer a sua aquisição. O primeiro deles é em relação à tributação dessa modalidade de investimento.

Uma vantagem de um ETF do tipo é que a sua tributação de Imposto de Renda é feita com base no prazo médio dos títulos em carteira. Na prática, isso significa que a maior parte dos Fundos do Mercado têm títulos de longo prazo no portfólio. Em outras palavras, garante ao investidor uma tributação de 15% sobre seu rendimento, independentemente do prazo da aplicação.

Ou seja, em um investimento de seis meses, a alíquota é de 15% (se o investimento fosse feito em uma opção de Renda Fixa por conta, por exemplo, a alíquota seria de 22,5%). Além disso, não há a incidência do “come-cotas” nos ETFs de Renda Fixa. Esse tributo incide semestralmente nos Fundos de Renda Fixa tradicionais e nos de Multimercado, mas não aqui.

Já o segundo ponto a ter em mente é em relação à rentabilidade dessa opção. Além de ela ser reduzida pela taxa de administração (que não existe quando investimos em opções de Renda Fixa diretamente), existe outra diferença: o rendimento oscila mais. Isso porque o preço dos títulos muda bastante diariamente, dependendo do quão interessantes eles estão em cada momento.

Normalmente, quando se investe em Renda Fixa diretamente, recebe-se a rentabilidade contratada no vencimento e pronto. No entanto, em um ETF, a valorização da cota oscila de acordo com o dia. Por isso, é importante ter esse ponto em mente para não sofrer um prejuízo ao fazer o resgate.

Pronto! Essas são todas as informações que você precisa saber sobre um ETF de Renda Fixa. Agora você já pode avaliar se essa opção de investimento é adequada ou não para sua carteira e, se for, começar a buscar os fundos mais interessantes para sua estratégia.

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