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Fundos DI: entenda tudo para investir nessa modalidade!

Existem dezenas de opções de investimentos no mercado financeiro. Algumas são mais indicadas para quem tem um determinado perfil, enquanto outras são recomendadas para pessoas de outro perfil. No entanto, independentemente do investidor, sempre vale a pena ter um Fundo DI na sua carteira.

Os Fundos DI são Fundos de Investimento que seguem regras específicas e se destacam no mercado por oferecer segurança, proteção e boa liquidez ao investidor. Isso faz com que seja uma aplicação que tenha uma rentabilidade interessante, ao mesmo tempo que permite a montagem de uma carteira estratégica.

Se você quer proteger o seu patrimônio sem sacrificar a sua rentabilidade e procura por investimentos vantajosos para isso, precisa aprender o que é um Fundo DI e entender como usá-lo na sua estratégia.

Por isso, montamos um guia completo com absolutamente tudo que você precisa saber sobre os Fundos DI. Ao terminar a leitura, você saberá como esse tipo de investimento funciona, quais suas vantagens, quando usá-lo e como começar a investir nele.

Ficou interessado? Então, aprume-se na cadeira e siga a leitura do nosso guia completo sobre esse investimento!

O que são Fundos DI?

Os Fundos DI são tipos de Fundos de Investimento cuja carteira é majoritariamente composta por ativos de Renda Fixa emitidos pelo Tesouro Nacional ou por empresas privadas, como bancos.

Dito isso, entretanto, apesar de a denominação “Fundos DI” ainda ser amplamente utilizada no mercado financeiro, tecnicamente esse termo não existe mais desde 2015, quando a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) publicou uma nova classificação de Fundos de Investimento.

Mas, para compreender isso do jeito correto, vamos começar do início.

Fundos de Investimento são um tipo de aplicação em que centenas ou milhares de pessoas se reúnem para investir juntos. Pense neles como se fossem “condomínios” do mercado financeiro, com cada participante comprando cotas do Fundo.

Esse dinheiro reunido é, então, administrado por um gestor, que determinará uma estratégia para a aplicação daquele capital. Quando os lucros aparecerem, eles são divididos entre os investidores com base na quantidade de cotas que cada pessoa tem.

Os Fundos de Investimento podem seguir várias estratégias diferentes. Dependendo do tipo de ativo que o gestor privilegia em sua carteira, o Fundo ganha uma denominação específica.

Por exemplo, Fundos de Ações recebem essa designação, pois a maior parte do seu capital é direcionado para a aquisição de ações na Bolsa de Valores. Já os Fundos Multimercado são chamados assim, pois atuam igualmente em vários mercados.

Os Fundos DI, também chamados de Fundos de Renda Fixa Referenciados DI, são tipos de Fundos de Investimento cuja carteira é composta majoritariamente por títulos de Renda Fixa.

No entanto, atualmente, essa designação é usada apenas informalmente no mercado financeiro, já que a denominação oficial foi alterada pela Anbima em 2015.

Nova classificação Anbima

Em vigor desde 2015, as novas regras de classificação dos Fundos de Investimento pela Anbima “acabaram” com o termo “Fundo DI” e permitiram que eles fossem reclassificados de acordo com o novo sistema desenvolvido.

Agora, os Fundos de Investimento são classificados de acordo com 3 níveis diferentes. São eles:

  • Nível 1: a classe de ativos principal do Fundo. São 4 opções (Renda Fixa, Ações, Cambial e Multimercado);
  • Nível 2: tipo de gestão (se é passiva ou ativa). Em caso de gestão ativa, a classificação é subdividida em três opções (Indexados, Ativos ou de Investimento no Exterior);
  • Nível 3: a estratégia central dos Fundos. Por exemplo, se são fundos soberanos, dinâmicos, setoriais ou outros.

A grande maioria dos Fundos DI entraram no guarda-chuva de Fundos de Renda Fixa e foram divididos em duas denominações específicas. São elas:

  • Fundos de Renda Fixa Baixa Duração Grau de Investimento: é um tipo de Fundo DI de curto prazo em que, no mínimo, 80% a carteira é direcionada para títulos públicos federais do Tesouro Direto;
  • Fundos de Renda FIxa Baixa Duração Soberano: também de curto prazo, é um Fundo que investe 100% do seu capital em títulos públicos federais do Brasil. Também são chamados de “fundo DI puro” no mercado financeiro.

Para resumir toda a explicação:

  • um Fundo DI é um Fundo de Investimento em que pelo menos 80% da sua carteira é direcionada a títulos de Renda Fixa públicos ou privados;
  • a maior parte das ofertas de Fundos DI no mercado atualmente tem entre 80% a 100% da carteira direcionada a títulos públicos do Tesouro Direto.

Como funcionam os Fundos DI?

Um Fundo DI tem o seu funcionamento atrelado às especificidades da sua gestão e estratégia. No geral, para poder ser chamado informalmente por essa designação no mercado financeiro, ele tem de ter pelo menos 80% da sua carteira direcionada a títulos de Renda Fixa, como Tesouro Direto (públicos) ou CDB (privados).

Por isso, o rendimento dessa aplicação costuma acompanhar a taxa Selic (que é a taxa básica de juros da economia nacional) ou o CDI (Certificados de Depósito Interbancário), que é a média dos juros cobrados em empréstimos interbancários no Brasil. Normalmente, o CDI costuma acompanhar de perto a Selic, por isso ambos são muito próximos em termos nominais.

Outros Fundos de Renda Fixa também podem investir em aplicações pós-fixadas e indexadas aos indicadores citados, mas, normalmente, não o fazem. Nesse caso, os outros Fundos de Renda Fixa acabam por investir em opções que são prefixadas ou que tenham o rendimento atrelado ao IPCA, que é o medidor oficial da inflação no Brasil.

Para aplicar em um Fundo DI, o investidor deve analisar bem as regras daquele fundo e, se achar que é uma boa opção, comprar uma das suas cotas. O dinheiro aplicado, então, começa a render com base na estratégia determinada pelo administrador do Fundo.

Existem custos nessa aplicação?

É importante ter em mente que existem certos custos de se investir em um Fundo DI. O primeiro deles é o fato de que o rendimento é cortado pelo pagamento de Imposto de Renda quando os títulos de posse do Fundo vencem.

Já o segundo custo é a taxa de administração do Fundo DI. A taxa depende exclusivamente da gestão e pode variar bastante. Alguns Fundos cobram um valor menor (como 0,3%, por exemplo), enquanto outros cobram mais (podendo chegar a 3,5%).

O total da taxa dependerá do tipo de gestão. Lembra que o Nível 2 do sistema de classificação da Anbima diferencia os fundos entre os de gestão ativa ou passiva? Pois bem, aqueles que têm gestão ativa costumam ter uma taxa de administração maior — pois o gestor faz otimizações regulares na estratégia —, enquanto os de gestão passiva cobram menos.

Um último ponto a se ter em mente em relação ao investimento em um Fundo DI é a carência para liquidar a sua cota. Cada Fundo de Investimento tem uma regra específica que determina quanto tempo o investidor deve permanecer com a cota antes de liquidá-la. Além disso, há um prazo específico para que o dinheiro seja depositado na sua conta. É essencial levar isso em consideração, pois são dois fatores que afetam uma das principais estratégias de uso de um Fundo DI, mas falaremos sobre isso mais adiante.

Quais suas vantagens?

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Agora que já entendemos o que é um Fundo DI, é hora de compreender exatamente quais são as vantagens de ter essa aplicação na sua carteira de investimentos. Afinal, essa é uma das melhores formas de compreender se um ativo é ou não interessante para a sua estratégia pessoal.

É importante ter em mente que nem todo investimento será recomendado para todos os investidores. É até bom que seja assim! Cada pessoa tem um perfil de investidor e uma estratégia específica. Portanto, deve procurar pelos investimentos que tenham características compatíveis com suas metas e perfil.

Veja a seguir quais são as vantagens dos Fundos DI e entenda se eles são ou não adequados para você!

Segurança

Um dos principais atrativos dos Fundos DI é que eles são aplicações muito seguras e conservadores. Dessa forma, o risco de investir neles é baixíssimo, o que deixa os investidores de perfil conservador mais confortáveis.

É verdade que um Fundo DI, em si, não conta com proteção do Fundo Garantidor de Crédito, como é o caso de LCI e LCA, por exemplo. No entanto, o Fundo aplica em títulos que têm essa proteção (o CDB) ou que são bancados pelo Tesouro Nacional (como o Tesouro Selic). Assim, sua estratégia é muito segura.

Alguns dos principais Fundos DI do mercado dedicam 100% da sua carteira a títulos do Tesouro Selic, que são bancados pelo Tesouro Nacional. Isso faz com que a aplicação seja muito segura. Outros investem 80% em títulos do mesmo tipo ou com proteção do FGC, o que também garante uma boa segurança.

Dessa forma, quem tem o perfil mais conservador, que prefere fugir do risco, pode encontrar um bom refúgio dentro de um Fundo DI.

Gestão profissional

Um elemento que torna o Fundo DI mais atrativo é o fato dele ter uma gestão profissional. Ou seja, em vez de você mesmo cuidar da sua carteira, há um administrador especializado procurando as melhores oportunidades.

Esse benefício é sentido mais particularmente nos Fundos que aplicam apenas 80% no Tesouro Selic, já que os outros 20% dependerão da capacidade do gestor. Assim, ele poderá escolher outros ativos com um bom rendimento para incrementar os ganhos do Fundo.

Além disso, o Fundo DI tem acesso a opções de títulos ou ativos que o investidor comum talvez não tenha, tanto pelo valor mínimo necessário, quanto pela possibilidade de comprar aplicações de bancos menores, com rendimentos mais atraentes. Portanto, é possível receber uma rentabilidade melhor do que se você investisse por conta própria em Renda Fixa.

Liquidez diária

Um dos fatos que faz com que seja tão vantajoso aplicar em um Fundo DI é o fato de ter liquidez diária na sua aplicação (dependendo das regras de cada fundo, claro). Na prática, isso permite que você possa recuperar o seu dinheiro o mais rapidamente possível, caso precise.

Uma boa liquidez, normalmente, anda na contramão de bons rendimentos. Um CDB, por exemplo, oferece uma rentabilidade maior para incentivar o investidor a deixar o seu dinheiro aplicado por mais tempo. Por isso, os títulos de liquidez diária são aqueles com menores taxas de rentabilidade.

No entanto, o Fundo DI combina uma liquidez diária para se livrar da cota de investimento com uma boa rentabilidade obtida pela gestão profissional e pela possibilidade de adquirir títulos de Renda Fixa mais vantajosos.

Baixo custo de administração

Investir em um Fundo DI tem um baixo custo de administração. Isso porque a taxa cobrada pelo gestor pode chegar a 0,3% ao ano. É claro que, em alguns casos, o valor pode ser maior, mas não é difícil encontrar fundos com taxas pequenas.

Comparando com a possibilidade de investir por conta própria, essa taxa de administração realmente adiciona um custo extra na aplicação. Entretanto, é uma questão de equilibrar os prós e contras. Em relação a outros Fundos de Investimento, por exemplo, as taxas dos Fundos DI são bem baixas.

Acessibilidade

Todos os investimentos do mercado financeiro contam com um valor mínimo para começar, mesmo que seja um montante praticamente irrisório, como R$30,00 ou R$50,00.

No entanto, algumas aplicações têm limites bem altos. Certas opções de Renda Fixa, como CDBs ou LCI e LCAs específicos, podem exigir aportes iniciais de R$5.000,00 ou R$10.000,00, por exemplo.

Isso faz com que seja desestimulante adquirir esses títulos, por melhor que sejam os rendimentos, uma vez que não é um investimento acessível a qualquer investidor. No entanto, um Fundo DI não é assim. O valor mínimo para entrar em um Fundo do tipo é menor, ao redor de R$1.000,00 na média.

Quando vale a pena investir em Fundos DI?

Considerando essas vantagens e características, existem certos cenários em que vale a pena ter um Fundo DI na sua carteira de investimentos. Tudo vai depender do seu perfil de investidor e do seu objetivo financeiro atual.

Normalmente, os Fundos DI são indicados para quem tem o perfil conservador. Ou seja: é alguém que prefere não correr muitos riscos com o seu dinheiro, aceitando um ganho potencial menor se isso significar maior proteção e segurança ao investir.

Além disso, mesmo pessoas que tenham outro tipo de perfil de investimentos podem se beneficiar de um Fundo DI em determinados casos. A seguir, falaremos sobre os usos mais comuns para essa aplicação em uma carteira de investimentos!

Reserva de emergência

O uso mais comum de um Fundo DI é o de ser uma reserva de emergência. Essa aplicação é excelente para essa finalidade por ter uma boa rentabilidade, mas, principalmente, por ser um investimento muito seguro e com rentabilidade diária.

Dessa forma, o recomendado é juntar entre 3 a 6 vezes os seus gastos mensais e aplicar em um bom Fundo DI, com boa estratégia de rentabilidade e facilidade para resgatar seu dinheiro. Assim, a reserva não perderá valor com o tempo e estará disponível assim que precisar.

Diversificação de carteira

Outro uso comum dos Fundos DI é no rebalanceamento de uma carteira de investimentos. Neste contexto, a aplicação aparece como excelente alternativa de diversificação por causa das suas características básicas. Afinal, trata-se de um investimento de rentabilidade aceitável, com muita segurança e boa liquidez.

É importante ter em mente que uma boa diversificação de carteira acontece quando conseguimos nos proteger de certos riscos não-sistêmicos, ou seja, criamos uma defesa contra perigos que afetam uma determinada área do mercado.

Portanto, os Fundos DI podem representar a proteção do capital contra uma queda generalizada na Bolsa de Valores (em março, por exemplo, o Ibovespa caiu 30%, o maior prejuízo em 22 anos) ou contra outros tipos de investimentos.

Opção de investimento conservadora

Mesmo os investidores que não tenham o perfil conservador, como os moderados ou agressivos, podem se beneficiar de ter uma opção conservadora na carteira. Um exemplo seria ter uma reserva de emergência, como já mencionado.

Nesse caso, os Fundos DI aparecem como a melhor opção de aplicação conservadora para esse tipo de perfil. Isso porque esses perfis de investidores já estão acostumados a trabalhar com Fundos, além de todas as outras vantagens aqui citadas, como a boa rentabilidade, liquidez diária e gestão profissional.

Para completar, os Fundos DI ainda permitem que os investidores de outros perfis simplesmente “esqueçam” a aplicação ali, enquanto focam seus esforços em outras opções que são mais atraentes para eles.

Como começar o investimento em um Fundo DI?

Agora que você já entendeu o que é um Fundo DI, já sabe suas vantagens e como usá-lo de forma estratégica na sua carteira, provavelmente quer começar a investir nessa opção agora mesmo, certo?

Para poder comprar a cota de um Fundo DI, é necessário que você tenha uma conta em um banco de investimentos ou corretora. Portanto, vamos ensinar você como fazer isso em primeiro lugar e, posteriormente, como escolher uma boa opção para a sua carteira.

Para abrir uma conta no ABC Personal é bem fácil e você só precisará seguir 6 passos simples. São eles:

  1. Pegue os documentos necessários. Você precisará do seu CPF e RG (ou CNH), um número de celular e um e-mail válido;
  2. Clique em “Abra sua conta” no nosso site;
  3. Insira os dados do seu celular. Nós enviaremos um SMS token para confirmar e validar o seu número;
  4. Tire uma selfie e envie para a gente para confirmar a sua identidade (Pode ficar tranquilo que o uso da foto será somente interno, ok?);
  5. Preencha os dados cadastrais mínimos para a abertura de conta;
  6. Tire uma foto dos seus documentos e envie para a gente.

Pronto! Depois disso, seus dados serão todos verificados e confirmados. Se estiver tudo certo, sua conta estará aberta e você poderá começar a investir em Fundos DI (e outras opções de aplicações) com a ABC Personal. Uma das vantagens disso é que nós recebemos a melhor classificação de risco das principais agências do mercado. Isso garante que investir com a gente é mais seguro e confiável.

Além disso, nós temos uma curadoria de produtos feita especialmente para você e não cobramos taxa de manutenção de conta, custo de custódia ou tarifa sobre TEDs e DOCs que você faça.

Com a conta aberta, você precisará fazer uma transferência para adicionar dinheiro na sua conta, claro, e começar a procurar pelas aplicações de acordo com o seu perfil de investidor. Nosso aplicativo tem uma parte específica onde é possível definir o seu perfil e, com base nisso, nós indicaremos quais as melhores aplicações para você.

Com o seu perfil definido, o último passo é buscar pelos Fundos DI listados no nosso site ou aplicativo e analisar um a um. É importante saber como escolher o Fundo certo para você. Afinal, cada opção é interessante para um perfil ou para um objetivo diferente.

Por isso, o primeiro passo para escolher o Fundo DI certo para você é definir qual é o seu objetivo com essa aplicação. Se você quiser criar uma reserva de emergência, dê preferência aos Fundos cujo rendimento vencem a inflação (para seu dinheiro não perder valor), mas que tenham liquidez diária. Afinal, esse é um requisito básico para uma reserva de emergência.

Já se o objetivo for conseguir uma rentabilidade melhor do que você teria caso aplicasse em Renda Fixa por conta própria, busque os Fundos DI que têm melhor rendimento no seu histórico. Claro que isso não é garantia de que eles ganharão mais no futuro, mas é um bom indicador sobre o sucesso daquela estratégia.

Além disso, analise também qual é o investimento mínimo de cada Fundo DI. Normalmente, esse tipo de aplicação tem um valor inicial baixo, mas é importante conferir para ver se está dentro do seu alcance.

Quando encontrar um Fundo DI que seja do seu agrado, é hora de comprar uma ou mais cotas nele. Faça a opção de acordo com o seu perfil, saldo, estratégia e pronto! Você já está investindo nessa aplicação financeira.

Ficou interessado? Se você gostou de conhecer mais sobre o Fundo DI e acha que essa aplicação é ideal para a sua carteira de investimentos, é hora de dar o próximo passo nessa direção. Para isso, entre em contato com a nossa equipe agora mesmo e abra a sua conta na ABC Personal!

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