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Gestão de lucro: deve-se priorizar liquidez ou rentabilidade? Veja aqui!

O dilema entre priorizar a liquidez ou a rentabilidade na hora de fazer a gestão de lucro das aplicações é comum a todos os investidores. Afinal de contas, pelo menos na Renda Fixa, os dois conceitos têm relação negativa. Ou seja: para ter boa liquidez, sacrifica-se a rentabilidade (e vice-versa).

É por isso, portanto, que existem tantas opções diferentes de títulos e aplicações em Renda Fixa no mercado financeiro. Além de distintas formas de calcular o rendimento dos investimentos (prefixado, pós-fixado e híbrido), ainda é necessário considerar as regras de liquidez de cada aplicação para uma boa gestão do lucro.

Se isso parece confuso para você, não precisa se preocupar. No artigo a seguir, explicaremos com detalhes cada um desses conceitos e ensinaremos qual priorizar na sua gestão de investimentos. Portanto, siga a leitura até o fim!

Qual a importância da gestão de lucro?

Uma das regras do mercado financeiro é que não existem regras absolutas. Parece contraditório, mas é verdade. Isso significa que não há uma aplicação que é “correta” ou outra que é “errada”, mas sim opções que são ou não compatíveis com o perfil do investidor e seu objetivo.

Para entender qual investimento é recomendado em cada caso, é essencial fazer uma gestão de lucro orientada ao objetivo do investidor, bem como ao seu perfil. Isso, no entanto, não significa que deve-se priorizar a aplicação com melhor rendimento (portanto, com melhor lucro), mas sim a opção que melhor satisfaça sua meta financeira.

É importante ter isso em mente porque existem 3 pontos usados para avaliar qualquer aplicação. É o chamado tripé dos investimentos. Confira quais são:

  • rentabilidade;
  • liquidez;
  • segurança (risco).

Normalmente, só é possível ter dois desses conceitos em uma aplicação. Por exemplo, é possível fazer um investimento rentável e seguro, mas ele não terá liquidez. Ao mesmo tempo, existem opções com boa liquidez e segurança, mas baixa rentabilidade.

Como na Renda Fixa existe uma boa dose de segurança (a maioria é protegida pelo FGC ou bancados pelo Tesouro Nacional), é preciso optar por uma rentabilidade maior ou mais liquidez na hora de investir.

O que é liquidez?

Liquidez é a capacidade de transformar um ativo (investimento ou bem) em dinheiro. Quanto maior a liquidez, mais fácil e rápido é se livrar daquela aplicação e receber o dinheiro em mãos para usá-lo quando e onde quiser.

A liquidez de um ativo pode ser diária, mensal, ter prazo definido ou indefinido. Por exemplo, existem investimentos de Renda Fixa com liquidez diária. A Poupança é um exemplo: basta selecionar a opção no aplicativo do banco e receber o dinheiro na conta-corrente na mesma hora. Outras aplicações, como CDB, LCI e LCA, também têm essa vantagem.

No entanto, existem outras possibilidades de liquidez também. Alguns investimentos de Renda Fixa só são liquidados no momento do seu vencimento. Os títulos do Tesouro Direto são um exemplo. Nesse caso, o investidor só recolhe o lucro quando a aplicação vencer.

Existem também combinações diferentes no mercado. É possível encontrar aplicações com um período de carência mínimo e, depois, liquidez diária. Ou então investimentos que levam 30 dias para serem liquidados.

O que é rentabilidade?

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A rentabilidade é o ritmo de rendimento de uma aplicação. Ela pode ser Fixa ou Variável, com subdivisões dentro dessas categorias.

No caso de uma rentabilidade variável, como acontece com ações, Fundos de Investimento, criptomoedas e outros, quem determina o rendimento de uma aplicação é a relação de oferta e demanda. Ou seja: se a demanda pelo ativo diminuir, o seu preço pode cair e o investidor ter prejuízo.

Já a rentabilidade Fixa não pode ser negativa (mas há como perder valor perante a inflação). No caso, ela é calculada por um valor específico escolhido no início da aplicação (prefixada), por uma fórmula determinada (pós-fixada) ou uma mistura de ambos (híbrida).

Todas as aplicações de Renda Fixa caem nessa classificação. Um CDB, por exemplo, pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido (normalmente atrelado ao IPCA, nesse caso).

Qual dos dois conceitos deve ser priorizado?

Na hora de fazer a gestão de lucro de uma carteira de investimentos, o ideal é priorizar a liquidez ou a rentabilidade? A resposta certa é que depende de cada estratégia, investidor e prioridade.

Existem riscos e vantagens em priorizar cada um desses elementos. Por exemplo, a liquidez dá muita flexibilidade ao investidor. Afinal, ele pode se desfazer de uma aplicação menos vantajosa para ir atrás de outra melhor. No entanto, ter liquidez resulta em baixa lucratividade. Isso porque quem emite o título investido precifica essa vantagem e reduz o rendimento oferecido.

O mesmo vale em relação à rentabilidade. Em alguns casos, ela pode ser alta. No entanto, o investidor não terá boa liquidez e pode ficar “preso” naquela posição. Caso precise do dinheiro com urgência, não terá como resgatá-lo.

Como saber o que priorizar pode otimizar os resultados?

Para saber priorizar entre rentabilidade e liquidez na gestão de lucro dos seus investimentos, é importante optar pela diversificação e pelo objetivo de cada aplicação feita.

No geral, o ideal é ter parte da sua carteira com alta liquidez, para momentos específicos, enquanto outra parte está aplicada em ativos financeiros de alta rentabilidade.

Por exemplo, caso você tenha uma reserva de emergência (é recomendado ter!), o ideal é que ela esteja em títulos de Renda Fixa com alta liquidez e que, preferencialmente, tenham rentabilidade atrelada à inflação. Mesmo que o rendimento seja menor que o das alternativas, o dinheiro estará sempre disponível em caso de emergência e não perderá valor durante a aplicação.

Já para investimentos que têm foco na aposentadoria, o ideal é abrir mão da liquidez para obter a maior rentabilidade possível. Afinal de contas, é um dinheiro que só será acessado em décadas no futuro. Além disso, assim dá para maximizar o poder dos juros compostos.

Como um agente especializado pode ajudar?

Para muitos investidores, fazer a gestão de lucro equilibrando a rentabilidade e a liquidez não é tarefa fácil. É por isso que existem agentes especializados em bancos de investimento que podem ajudar. Esses profissionais estudam o mercado a fundo para identificar as melhores oportunidades para os clientes.

Assim, basta entrar em contato com os analistas do banco de investimentos e informar o seu objetivo com a aplicação. Com base nisso, o assessor procurará na lista de investimentos disponíveis qual deles é o mais indicado para o seu perfil e objetivo. Ele elaborará um relatório de recomendações e você poderá escolher o ativo de sua preferência a investir .

Dessa forma, ficará muito mais fácil fazer a gestão do lucro dos seus investimentos. Lembre-se de considerar o seu objetivo em cada aplicação e diversificar a sua carteira para sempre ter opções de reação independentemente do cenário que aconteça.

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