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Investidor qualificado: tudo o que você precisa saber

Já pensou se você tivesse acesso aos produtos de investimento mais interessantes do mercado, restritos apenas a um grupo seleto de investidores qualificados? Isso existe e é muito bem regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Mas para obter as vantagens de participar de investimentos exclusivos, é necessário atender a alguns requisitos. Ter conhecimento sobre o mercado de valores e as estruturas das operações financeiras é o fundamento dessa qualificação.

Se você quer conhecer as possibilidades de diversificar seus investimentos com esses produtos especiais, acompanhe este artigo que preparamos para você. Ao fim da leitura, você vai saber tudo o que precisa para se tornar um investidor qualificado. Confira!

O que é um investidor qualificado?

Investidor é toda pessoa que financia projetos com potencial de gerar riqueza para a sociedade, o que produz um retorno financeiro proporcional ao investimento. Mas o que é um investidor qualificado? Vejamos o que consta na instrução 554, Art 9º-B, da CVM, sobre a definição desse tipo de investidor:

  1. investidores profissionais;
  2. pessoas naturais ou jurídicas que tenham investimentos financeiros em valor superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado, mediante termo próprio, de acordo com o Anexo 9-B;
  3. as pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou possuam certificações aprovadas pela CVM como requisitos para o registro de agentes autônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários, em relação a seus recursos próprios;
  4. clubes de investimento, desde que tenham a carteira gerida por um ou mais cotistas que sejam investidores qualificados.

Como se pode notar, a base dessa qualificação é o pressuposto de conhecimento. Ou seja, se o investidor tem pelo menos R$1 milhão investido, assumimos que ele ou ela tenha alguma experiência no mercado financeiro. Caso contrário, é necessário garantir uma certificação que comprove o conhecimento do mercado para se qualificar como investidor, como veremos a seguir.

Qual é a diferença entre investidor qualificado e profissional?

Agora, perceba que o primeiro item do Art 9º-B da CVM define todo investidor profissional como qualificado. Mas o contrário não é verdadeiro, quer dizer, nem todo investidor qualificado é profissional.

A principal diferença entre as classificações está no capital de investimento. Se pensarmos em pessoas físicas, um investidor qualificado é aquele que tem ao menos R$1 milhão investido. Já o profissional deve ter R$10 milhões.

Dado o volume do capital, geralmente, investidores profissionais se tratam de instituições e pessoas jurídicas. Entre eles:

  • bancos;
  • fundos de investimento;
  • seguradoras;
  • sociedades de capitalização;
  • clubes de investimento, entre outros.

Por que essas classificações existem?

Quando pensamos em qualificação, estamos indiretamente medindo o potencial de alguma coisa, correto? Portanto, para entendermos essa classificação de investidor, devemos nos perguntar “investidor qualificado a quê?”.

Essas classificações foram determinadas em 2013, passaram por revisões e estão em vigor desde 2015. Seu principal objetivo é assegurar a estabilidade do mercado, protegendo, especialmente, os chamados investidores de varejo.

Daí que a CVM obriga as corretoras a aplicarem o suitability aos seus clientes, um teste de conhecimento e tolerância a risco dos pequenos investidores. Essa é uma forma de garantir que eles não sejam expostos a produtos que não estão de acordo com seu perfil de investimento.

As medidas de segurança são fundamentais para impedir que investidores inexperientes se deem a riscos de investimentos inconscientes. Além de preservar o patrimônio dos investidores de varejo, essas medidas garantem a saúde de todo o mercado financeiro.

Quais são as características dos investimentos exclusivos para investidores qualificados e por que eles existem?

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Uma vez que os investidores tenham habilidade comprovada com operações complexas, eles passam a ter acesso a produtos exclusivos. Embora o risco dessas oportunidades seja elevado, o potencial de retorno é consideravelmente maior.

Dessa forma, há uma relação perfeita e benéfica para a estrutura do mercado de valores. De um lado, ousados empreendimentos aguardam o aporte de investidores obstinados. De outro, a experiência já qualificada desses investidores permite que financiem projetos promissores para a sociedade.

Além disso, investidores qualificados podem aproveitar algumas vantagens particulares desses produtos exclusivos, como:

  • taxas de operação mais baratas;
  • oportunidades de investimento em mercados estrangeiros;
  • operações simplificadas (sem alertas de risco nem termos de responsabilidade).

Como se tornar um investidor qualificado?

Agora, você deve estar pensando em se tornar um investidor qualificado para buscar o rebalanceamento da sua carteira, não é? Para isso, é preciso ter R$1 milhão investido e solicitar, junto a sua corretora, o Termo de Investidor Qualificado.

Não tem todo esse valor aplicado? Tudo bem, ainda tem jeito, como mostra a instrução 554 da CVM, o que, aliás, é muito oportuno. Nesse caso, você deve garantir uma certificação que comprove seu conhecimento sobre legislação do sistema financeiro, estrutura econômica da sociedade de mercado, estratégias de hedge, etc.

Note que o rigor desses testes busca, efetivamente, qualificar você a se tornar um agente útil no sistema. A partir desses certificados, o investidor se credencia para atuar como um gestor, analista, assessor, planejador, o que é muito positivo para o mercado como um todo.

Quais certificações são aprovadas pela CVM?

Há muitos meios de aprender e se aprofundar na ciência dos investimentos, inclusive, pela internet. Mas não é qualquer teste que qualifica você como investidor, apenas aqueles reconhecidos pela CVM. As certificações válidas são:

  • Certificado da Ancord (agentes autônomos);
  • Certificado CGA (gestores de recursos de terceiros);
  • Certificado CEA (assessores de investimento);
  • Certificado CFP (planejadores financeiros);
  • Certificados CNPI (analistas de investimentos).

Uma vez que detenha qualquer dessas certificações, você passa a ser reconhecido pelas instituições como investidor qualificado e garante acesso aos produtos exclusivos da categoria.

Mas lembre-se de que é extremamente importante que você conheça seu perfil de investidor e tenha consciência da sua própria tolerância a riscos. Antes de buscar produtos complexos e arriscados, portanto, esteja seguro de que produtos mais conservadores realmente não atendem às suas necessidades.

Para todos os casos, o Banco ABC Brasil está aqui para auxiliar na sua evolução como investidor. Entre em contato conosco e descubra todas as vantagens que temos para você, futuro investidor qualificado.

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