Investimento a curto prazo

Investimento a curto prazo em 2020: conheça as melhores opções

Entrou em 2020 querendo fazer um investimento a curto prazo, mas não sabe muito bem em quais aplicações colocar seu dinheiro? Saiba que essa é uma dúvida muito comum, o que faz com que muitas pessoas recorram à velha caderneta de poupança, que embora seja muito popular entre os brasileiros, não costuma ser a melhor alternativa.

Para ir além da poupança, vamos apresentar neste texto o que considerar em um investimento a curto prazo e quais são as melhores indicações para este ano. Dessa forma, você terá mais opções para ver seu dinheiro render, ainda que em um período curto. Boa leitura!

O que é um investimento a curto prazo?

O prazo é sempre um aspecto a ser considerado na hora de decidir onde investir. A razão para isso é simples: é bem diferente investir visando a aposentadoria daqui a 30 anos e a compra de um bem ao final deste ano. Logo, ambas as situações fazem com que seja necessário adotar estratégias de investimento completamente distintas.

Não existe uma regra definitiva que estabeleça com clareza qual o período de um investimento a curto prazo. A recomendação é incluir nesse grupo aplicações visando metas de até dois anos. Todavia, no geral, o período médio desses investimentos gira em torno dos 12 meses.

É por isso que quase sempre se prioriza a liquidez e segurança na hora de escolher um investimento a curto prazo. Ou seja, é necessário que o dinheiro seja facilmente resgatável, sem qualquer impedimento, o que não acontece com alguns tipos de aplicações.

Se uma pessoa opta por investir em um ativo mais arriscado sabendo que precisará do recurso em um curto prazo, ela pode ser obrigada a se desfazer do investimento em um momento inoportuno de mercado e realizar prejuízos.

De preferência, junto à segurança, o ideal é que a liquidez de uma aplicação de curto prazo seja diária. Assim, não haverá nenhuma barreira para sacar o dinheiro investido a qualquer momento e eventuais perdas de rentabilidade.

Com isso, não é raro que nesses casos a caderneta de poupança seja a opção escolhida. No entanto, a comodidade dessa forma de aplicação muitas vezes esconde que, na prática, o investidor pode estar perdendo dinheiro ao investir nela.

Isso acontece por dois motivos. O primeiro é que em muitos casos, principalmente em cenários de taxa SELIC baixa, a poupança pode render menos que a inflação. Ou seja, o dinheiro deixado lá terá seu poder de compra comprometido.

O segundo motivo é pela forma como o cálculo dos juros é feito: na poupança é levado em conta o menor saldo disponível na data para determinação da rentabilidade e aplicações com menos de 30 dias não renderão nada.

Quais são as melhores opções de investimento a curto prazo?

Então, quais são as melhores opções de investimento a curto prazo, principalmente para este ano? Logo de cara, é preciso salientar que as classes de ativo de renda fixa são a única categoria indicada para aplicações de curto prazo.

Embora investimentos em renda variável possam entregar rentabilidades possivelmente maiores, elas têm riscos e volatilidade maiores, e como dito mais acima, isso pode comprometer o dinheiro aplicado em curto prazo. Abaixo, apresentamos algumas alternativas de renda fixa que podem encaixar bem no seu perfil.

LCI e LCA

Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA) são títulos de renda fixa emitidos por bancos com a finalidade de captar recursos para esses setores fundamentais da economia nacional. Quem investe nelas recebe de acordo com a rentabilidade contratada no momento da aplicação, que pode estar atrelada a um indicador econômico, como CDI ou IPCA, ou ainda ter uma rentabilidade pré-fixada.

Essa forma de aplicação conta com dois grandes benefícios: a isenção da cobrança de Imposto de Renda e a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Quase sempre a rentabilidade dessa aplicação é indicada como um percentual do CDI, que fica próximo à taxa SELIC na maioria dos casos.

Normalmente, esses títulos têm vencimentos com prazos mais longos. Contudo, é possível encontrar opções com vencimento para períodos inferiores a 12 meses, e até mesmo com liquidez após o período mínimo obrigatório de carência para essa categoria, que é de 90 dias.

CDB

Os certificados de Depósito Bancário (CDB) servem para que os bancos captem recursos no mercado e emprestem aos seus clientes. A partir disso, quem investe nesses títulos de renda fixa recebe de volta seu dinheiro investido acrescido de juros.

É possível encontrar CDBs com rentabilidades superiores ao CDI, e alguns até mesmo com liquidez diária desde o primeiro dia de sua aplicação. Nessa modalidade há a incidência regressiva de Imposto de Renda e IOF nos 30 primeiros dias de aplicação. Lembrando que os impostos são cobrados apenas sobre os rendimentos obtidos, e não sobre seu dinheiro investido.

Tesouro SELIC

O Tesouro Selic é o título público cuja rentabilidade está atrelada a taxa básica de juros da economia brasileira. Com isso, o investidor terá como garantia receber a rentabilidade dessa taxa durante o período em que mantiver o dinheiro investido.

Por contar com a garantia do Tesouro Nacional, essa é a modalidade de investimento considerada a mais segura do mercado.

Além disso, possuem uma alta liquidez, e se for preciso sacar o dinheiro antes do prazo de vencimento, não haverá nenhuma perda. É por isso que o Tesouro Selic vem se tornando cada vez mais uma opção mais atrativa à caderneta de poupança.

Fundos de Renda Fixa

Fundos de renda fixa unem grupos de investidores que acumulam recursos para aplicá-los conforme a estratégia definida por um gestor. Nesse caso, as carteiras dos fundos devem ter pelo menos 95% dos aportes feitos em títulos de renda fixa, sejam públicos ou privados. Eles podem ter vencimento a curto ou longo prazo.

Dessa forma, os fundos de renda fixa são um instrumento de diversificação interessante, por concentrarem diferentes ativos em um único lugar, sob a supervisão de um profissional qualificado. Porém, essa aplicação pode ter custos elevados e mesmo nos fundos com liquidez diária, pode haver perdas em caso de saque antecipado.

investimento a curto prazo

O que considerar em um investimento a curto prazo para fazer uma boa escolha?

Agora que você conhece algumas boas opções de investimento a curto prazo, lembre-se sempre de considerar alguns aspectos antes de decidir onde aplicar: avalie os riscos das aplicações, a rentabilidade estimada, quais são os custos (incluindo impostos e taxas) e se há a necessidade de liquidez diária.

Fazer um investimento a curto prazo sempre deve estar dentro das suas alternativas, diante de inúmeros cenários que possam surgir na sua vida. Logo, conhecer as melhores opções de aplicação e como fazer isso com segurança é essencial para obter o sucesso esperado sem ter problemas.

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