investimentos no imposto de renda

Como declarar os investimentos no Imposto de Renda?

É chegada aquela época em que os contribuintes terão de declarar investimentos no Imposto de Renda, além de todos os seus ganhos e despesas dedutíveis na declaração anual feita à Receita Federal.

É comum ter problemas nessa hora, especialmente para quem tem muitas aplicações de tipos diferentes. Por isso, se você já está pensando no Imposto de Renda, é hora de preparar seus investimentos para a declaração.

Quer saber como preencher a declaração corretamente e não correr o risco de cair na malha fina da Receita Federal? Então siga a leitura abaixo!

Quais investimentos têm tributação do Imposto de Renda

Para começar a preparar a sua carteira de investimentos para a declaração de Imposto de Renda de 2022, é importante entender quais são as aplicações que são tributadas e quais são isentas.

Isso ajuda principalmente para calcular quanto de impostos você terá de pagar e qual o impacto das aplicações na declaração, mas não altera quais investimentos serão declarados, já que todos devem constar no documento.

Os investimentos que são tributados no Imposto de Renda costumam ter alíquota regressiva (quanto maior a duração da aplicação, menor o encargo), embora isso não seja uma regra, já que alguns não são assim.

Dentre as aplicações de Renda Fixa, as seguintes são aquelas em que há incidência de Imposto de Renda:

  • Tesouro Direto;
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário);
  • COE (Certificado de Operações Estruturadas);
  • LC (Letra de Câmbio);
  • Debêntures não-incentivadas.

Já as opções isentas na Renda Fixa são as seguintes:

  • Caderneta de Poupança;
  • LCI e LCA (Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio);
  • CRI e CRA (Certificado de Recebíveis Imobiliários e Certificado de Recebíveis do Agronegócio);
  • Debêntures incentivadas.

Nas opções de Renda Variável, não há isenção em nenhuma modalidade de investimento, com exceção de ganhos líquidos em vendas de ações que não ultrapassem o limite de R$20.000,00 em um mês.

Por isso, são tributáveis:

  • Ações (quando o lucro auferido após a venda dos papéis é superior a R$20.000,00 no mês);
  • Opções;
  • Mini Dólar;
  • Mini Bovespa;
  • Fundos de todos os tipos (mesmo que o fundo invista em opções isentas, como LCI e LCA, os cotistas ainda pagarão impostos sobre os lucros).

Quem deve declarar investimentos no Imposto de Renda

Nem todos os cidadãos brasileiros precisam entregar a declaração de Imposto de Renda, somente aqueles que cumprirem certos requisitos.

Considerando apenas os critérios que envolvem investimentos no Imposto de Renda, devem apresentar a declaração as pessoas que:

  • tiveram rendimentos anuais superiores a R$28.559,70 e/ou;
  • tiveram rendimentos isentos de aplicações financeiras acima do limite de R$40.000,00 ou que estejam sujeitos à tributação definitiva e/ou;
  • fizeram qualquer operação na Bolsa de Valores e/ou;
  • lucraram com a venda de bens e direitos.

Como declarar os investimentos no Imposto de Renda.

Para declarar investimentos no Imposto de Renda, todos nós precisamos seguir duas etapas: a primeira é informar a posse de uma aplicação e a segunda é declarar os rendimentos auferidos dela.

Na hora de declarar a posse, devemos usar a ficha de Bens e Direitos no programa do Imposto de Renda oferecido pela Receita Federal, exceto no caso das aplicações em Previdência Privada.

Já a declaração dos ganhos obtidos pelos investimentos é feita na ficha específica para a sua tributação (se é tributável ou isento) ou na aba Renda Variável, para as aplicações dessa modalidade.

Simples, não é mesmo? Veja abaixo o caminho correto para cada aplicação!

Como declarar investimentos de Renda Fixa no Imposto de Renda

investimentos no imposto de renda

Abaixo, estão listados os caminhos para declarar investimentos de Renda Fixa no Imposto de Renda. Lembrando que devemos informar a posse e o saldo da aplicação (mesmo que ela seja isenta de tributos) e os rendimentos obtidos.

Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA e outros títulos privados

Essas aplicações devem ser declaradas na ficha Bens e Direitos, sob o código 45. No campo de Discriminação, o investidor deverá informar o tipo de título de Renda Fixa, nome da instituição financeira onde há conta, qual o número e se ela é conjunta ou não (com nome e CPF do outro titular).

No caso de títulos com rendimentos isentos, a rentabilidade deverá ser informada na ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. Os códigos são 12 (para LCI, CRI, LCA, CRA e LH) e 26 (para debêntures incentivadas).

Já no caso de títulos tributáveis, os rendimentos serão declarados na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, sob o código 06.

Poupança e conta-corrente

O informe sobre a Poupança e o saldo da conta-corrente deverá ser feito na ficha Bens e Direitos, sob os códigos 61 (conta-corrente no Brasil), 62 (conta-corrente estrangeira) e/ou 41 (Poupança).

A Discriminação deverá conter o nome da instituição financeira onde há a conta, se ela é conjunta e o nome e CPF do outro titular (se aplicar).

Os rendimentos da Poupança são declarados na ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, sob código 12.

COE

Todos os Certificados de Operações Estruturadas devem ir à ficha Bens e Direitos, sob o código 49, com os dados da instituição financeira e a discriminação seguindo as orientações acima.

A rentabilidade das aplicações dessa modalidade são declaradas na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, sob o código 06.

Como declarar investimentos de Renda Variável no Imposto de Renda

As declarações de investimentos de Renda Variável segue a mesma lógica das aplicações de Renda Fixa: devemos informar o saldo e posse do ativo em uma ficha e os rendimentos em outra. Confira como a seguir!

Ações, Fundos de Investimento e Fundos de Índice

A posse do ativo deve ser declarada na ficha Bens e Direitos, sob os códigos 31 (para ações), 71 (fundos de curto prazo), 72 (fundos de longo prazo), 73 (FII) e/ou 74 (ETF, fundos de ações e outros). No campo Discriminação, deve vir o código do ativo, quantidade de ações ou cotas, tipo, nome da empresa ou fundo, nome da administradora e número da conta.

Já os rendimentos devem ser declarados na ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, sob os códigos 5 (ações, quando não ultrapassam o limite de R$20.000,00 no mês), 09 (para dividendos) e/ou 26 (para rendimentos dos fundos).

Se o rendimento obtido pelas ações for no Day Trade ou acima dos R$20.000,00/mensais, ele deve ser declarado na Aba Variável, preenchendo os campos com os dados adequados para o negócio realizado.

Os ganhos com fundos de investimentos que são tributáveis vão na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, sob o código 06.

Ufa, quanta coisa, não é mesmo? De fato, declarar investimentos no Imposto de Renda é trabalhoso. No entanto, depois que entendemos a lógica do sistema, fica bem fácil de fazer a declaração correta.

Se você gostou do conteúdo e as dicas foram úteis, compartilhe este artigo nas suas redes sociais e marque seus amigos que precisarão declarar seus investimentos no Imposto de Renda também!

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.