juros compostos

Juros compostos: o guia completo para maximizar seus investimentos!

Você já pensou sobre o poder dos juros compostos? Por mais que sejam complexos de entender e calcular, existe algo interessante sobre eles: a capacidade de fazer você perder ou ganhar dinheiro de forma expressiva — basta saber usá-los a seu favor.

A afirmação parece contraditória, mas é simples de explicar. Como são válidos para investimentos e também para financiamentos e empréstimos, eles são a chave para desequilibrar suas finanças, seja levando ao acúmulo de patrimônio, seja pela perda de capital.

Por esse motivo, é preciso ir além daquele conhecimento obtido na escola. Afinal, quando você deseja fazer aplicações financeiras, precisa entender o funcionamento dos juros compostos para potencializar a sua remuneração.

É o que vamos explicar neste artigo. Aqui, você entenderá o conceito, a importância para os investimentos e como usá-los a seu favor nas aplicações financeiras. Achou interessante? Continue lendo!

O que são juros compostos?

juros compostos

De forma simples, os juros compostos compreendem a aplicação de juros sobre juros, ou seja, a taxa incide sobre o montante acumulado de cada período. Eles incidem sempre sobre um valor emprestado. Por isso, são válidos tanto para o investimento quanto para financiamentos. Tudo depende da posição em que você está.

Se realiza o parcelamento do valor de um imóvel, por exemplo, pagará uma taxa de juros aplicada sobre o saldo devedor. Por isso, ela se soma à amortização e a outros encargos. Aqui, há prejuízo. A quantia paga a mais é significativa e só pode ser abatida quando há o pagamento antecipado. Nesse caso, o montante e os juros são recalculados.

Por outro lado — e é o foco deste conteúdo —, existe o benefício dos juros compostos para os investimentos. No momento em que é feita a compra de um título, o dinheiro aplicado vai para a empresa ou a instituição financeira ou governamental que o emitiu.

No caso do Certificado de Depósito Bancário (CDB) e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Imobiliário (LCI), por exemplo, há o reforço no banco. Por sua vez, no Tesouro Direto, quem fica com o valor é o governo federal. Em qualquer um dos casos, os juros são aplicáveis sobre o capital inicial investido no primeiro mês.

A partir do segundo, a incidência é sobre o montante total, isto é, inclui capital inicial mais a remuneração obtida no período anterior. Aqui, está o “segredo” para ganhar mais. Afinal, essa fórmula indica que, para ganhar mais, é preciso deixar o dinheiro aplicado pelo maior tempo possível.

Portanto, os juros compostos sempre são pagos ao final do vencimento da aplicação financeira e consideram o valor atualizado do capital. Isso torna o rendimento mais atrativo, porque a curva de retorno é ascendente. A regra vale tanto para renda fixa quanto para a renda variável.

Por que são importantes para quem quer investir?

Basicamente, a fórmula dos juros compostos é importante, porque faz o valor acumulado crescer mais rápido. É aquela ideia de “fazer o dinheiro trabalhar por você” e ter uma renda passiva. Desse modo, ter esse conhecimento é sinônimo de alcançar sua independência financeira.

Na prática, o que acontece com os investimentos é que a fórmula multiplica seu dinheiro de forma exponencial. Conforme você deixa a quantia aplicada por meses e até anos, vê o valor se acumular, o que traz mais segurança financeira para o futuro e permite conquistar seus objetivos, como ter uma aposentadoria tranquila, comprar imóveis ou pagar a faculdade dos filhos.

Para alcançar esse patamar, é necessário ter disciplina, paciência e organização. Quando você entende o poder que está em suas mãos, percebe que não é benéfico sacar os valores de modo constante, porque isso pode atrapalhar o seu retorno.

Da mesma forma, tem a chance de potencializar a remuneração proporcionada pelos juros compostos ao diversificar a carteira de investimentos. A ideia é aplicar o capital em diferentes títulos para obter o máximo retorno com o mínimo de riscos.

Por exemplo, se você precisa de liquidez, pode investir no Tesouro Selic, que oferece a possibilidade de resgate a qualquer momento sem chance de perdas. No entanto, sua remuneração tende a ser menor. Por isso, parte do dinheiro pode ser alocada em uma LCA, que permite o saque somente no vencimento, com algumas exceções que possuem liquidez, mas faz seu capital render mais.

Fica claro, portanto, que todas as variáveis estão implicadas e interferem uma na outra. Quando você sabe usar os juros a seu favor, consegue diminuir riscos dos investimentos sem deixar de lado o retorno desejado. Ainda considera o longo prazo, que aumentará o rendimento obtido.

Quais as diferenças entre juros simples e compostos?

Agora que ficou claro o que são os juros compostos, é preciso entender suas diferenças para os simples. Apesar de os primeiros serem mais importantes para o dia a dia, porque estão relacionados a investimentos e a dívidas contraídas, é comum que as pessoas entendam mais sobre os segundos.

O motivo é simples: como o cálculo dos juros simples é mais fácil, eles se tornam o foco do aprendizado. No entanto, suas características são pouco atrativas. Veja:

  • o rendimento é mensal ou anual sobre o capital inicial;
  • a remuneração permanece igual ao longo do tempo;
  • o crescimento é linear, a exemplo de uma reta.

Para ficar mais claro, imagine que o capital inicial aplicado seja de R$ 10.000 a uma taxa de 2% ao mês. Ao final de um ano, o resultado total é de R$ 12.400, sendo R$ 2.400 a título de juros. Isso porque, em todos os meses, o rendimento é de R$ 200.

Como a remuneração é sempre constante, há uma chance maior dos juros simples ocasionarem perda de dinheiro. Isso acontece devido ao efeito da inflação, que faz o capital ter menos valor com o passar do tempo.

Por outro lado, os juros compostos têm um funcionamento bem diferente. Eles têm como características:

  • o rendimento é ascendente, ou seja, o cálculo é feito todos os meses sobre o capital mais o retorno obtido;
  • o crescimento é exponencial.

Agora vamos fazer a simulação com as mesmas condições anteriores para mostrar como o juro composto é mais atrativo. Com um capital inicial de R$ 10.000, sem fazer mais aportes e com uma taxa de 2% ao mês por um ano, o resultado é de R$ 12.682,36.

Portanto, o retorno é de R$ 2.682,36, o que representa R$ 282,36 a mais. Além disso, a disposição dos juros ao longo do mês acontece da seguinte forma:

  • mês 1: R$ 200;
  • mês 2: R$ 204;
  • mês 3: R$ 208,08;
  • mês 4: R$ 212,24;
  • mês 5: R$ 216,48;
  • mês 6: R$ 220,81;
  • mês 7: R$ 225,23;
  • mês 8: R$ 229,73;
  • mês 9: R$ 234,33;
  • mês 10: R$ 239,01;
  • mês 11: R$ 243,79;
  • mês 12: R$ 248,67.

Perceba que, com o passar dos meses, os juros mensais vão crescendo. Por isso, do mês 1 ao mês 12, a diferença de remuneração chega a R$ 248,67. Isso justifica a diferença da modalidade simples e mostra bem como a composta funciona.

O que aconteceria se o período fosse aumentado para 10 anos? Seguindo o restante das condições, temos que o resultado nos juros simples seria um monte de R$ 34.000. Portanto, R$ 24.000 de remuneração. Nos juros compostos, o acumulado chega a R$ 107.651,63, ou seja, o rendimento é de R$ 97.651,63.

Aqui, está comprovado o motivo pelo qual a multiplicação do dinheiro depende de manter o capital empregado por um prazo maior. Ainda assim, é necessário entender por que se chega a esses resultados apresentados. Por isso, vamos apresentar como calcular as taxas.

Como usá-los a seu favor nos investimentos?

O grande objetivo é fazer seu dinheiro render com o auxílio dos juros compostos. Para isso, é necessário entender que essa potencialização do retorno só vai acontecer se você tiver disciplina.

Já foi possível perceber que você ganha mais quando deixa o dinheiro aplicado um período mais longo e que seu rendimento aumenta conforme você faz aplicações recorrentes. Afinal, o dinheiro extra entra como capital e os juros incidem sobre todo o montante.

No entanto, anda existem outras dicas que ajudam a alcançar seus objetivos. Veja quais são elas.

Aplique em diferentes categorias de investimentos

As opções de aplicação financeira são variadas e algumas delas oferecem um retorno maior do que outras. Essa divergência é verificada, inclusive, em ativos de mesma categoria. Por exemplo, existem CDBs que pagam 80% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), enquanto outros remuneram em até 115% do CDI.

Essa diferença existe devido a outras características. Geralmente, quem oferece um retorno maior tem menos liquidez e exige que o capital permaneça aplicado até a data de vencimento. Por isso, ao diversificar sua carteira, você garante a maximização do rendimento e consegue diminuir os riscos ao mesmo tempo.

Faça aportes mensais

A aplicação constante de valores é primordial para ganhar mais nos seus investimentos. Essa é a maneira mais eficiente de garantir o aumento da remuneração e a multiplicação do dinheiro. Por isso, tenha a disciplina e tente reservar, pelo menos, 10% da sua renda.

Se for possível aumentar o percentual ou o dinheiro empregado, melhor. Por isso, tenha disciplina e controle seu orçamento para garantir as aplicações mensais. São elas que farão seu dinheiro multiplicar.

Invista o mais cedo possível

A justificativa para as pessoas deixarem de investir é a falta de dinheiro. No entanto, é possível começar com uma quantia irrisória. Por isso, o ideal é começar a investir o quanto antes. Mesmo que você ache que a decisão não trará muitos resultados, reveja os cálculos que apresentamos para perceber que o retorno será relevante com o passar do tempo.

Aqui, é importante ter certeza de que a quantia aplicada não prejudicará sua capacidade financeira nem implicará algum tipo de comprometimento. Por isso, aplique o máximo valor possível, sem deixar de honrar seus compromissos.

Caso tenha dívidas, o ideal é quitá-las primeiro. O motivo também são os juros compostos. Eles têm uma taxa mais alta no caso de empréstimos e financiamentos. Com isso, se você não quita alguma conta atrasada, terá que arcar com valores mais elevados do que receberá ao fazer um investimento.

Na prática, a balança desequilibra e você perde dinheiro. Portanto, organize sua vida financeira primeiro e depois comece a fazer suas aplicações.

Quais variáveis contribuem para investimentos com juros compostos?

Existem quatro principais fatores que interferem no cálculo e na sua remuneração quando o assunto são os investimentos. Eles contribuem para a multiplicação dos juros e fazem o montante inicial crescer cada vez mais rápido.

Por isso, vale a pena conhecer esses critérios para usá-los também a seu favor. Listamos todos eles a seguir. Saiba mais!

Valor inicial

É o principal valor de influência no cálculo, porque é sobre o montante que incidem as taxas de juros. Via de regra, quanto maior for a quantia, mais rápida será a multiplicação do dinheiro.

Aqui, é importante ter em mente que o valor inicial é apenas um dos fatores. Por isso, se você ainda não tem uma quantia significativa, evite o desânimo e aplique o capital que já possui. Afinal, esse é apenas o primeiro passo e existem outros três fatores que contribuem para o rendimento.

Investimento adicional

Realizar aportes regulares é fundamental para quem deseja ver seu dinheiro crescer. Coloque uma quantia todos os meses, por exemplo, por menor que seja. O ideal é investir, pelo menos, 10% da sua renda.

Se for impossível nesse momento devido a dívidas e/ou comprometimento da renda, direcione o máximo possível e quite os débitos em aberto. Com o tempo, aumente o valor das aplicações mensais para ver a diferença no resultado.

Taxa de juros

Escolha a maior alíquota possível, dentro do seu perfil de investidor. De modo geral, existem três categorias:

  • conservador: prioriza a segurança, em vez do retorno;
  • moderado: equilibra a proteção do dinheiro e o rendimento, ou seja, o investidor aceita aplicar em um título mais arriscado, se tiver uma remuneração mais elevada;
  • arrojado: prioriza o rendimento, mesmo que implique mais riscos.

A partir desse perfil, é importante optar pela diversificação dos investimentos. O objetivo é aplicar o capital em diferentes classes de investimentos, alguns mais seguras, outras com maior taxa de juros, a fim de maximizar o retorno sem correr grandes riscos.

Tempo

Aplicar o dinheiro pelo maior tempo possível é a resposta para ganhar mais com os juros compostos. O período do investimento é um fator crucial da fórmula. Por isso, quanto maior for o prazo, mais elevado será o montante final.

Novamente, a regra precisa ser: aplique o mais cedo possível. Essa é a chave para ter um bom rendimento e garantir um futuro tranquilo e a conquista dos objetivos esperados.

Para finalizar, é importante saber que todos os investimentos são remunerados de acordo com os juros compostos. Por isso, você pode escolher qualquer um deles para obter o retorno. Basta atentar aos critérios de:

  • taxa de juros, ou seja, a remuneração aplicada. Ela pode ser prefixada — quando a alíquota é definida de modo prévio — ou pós-fixada — quando há variação de acordo com um indexador, a exemplo do CDI ou a taxa básica de juros da economia, a Selic;
  • liquidez, isto é, a possibilidade de resgate. O ideal é deixar o maior tempo possível, qualquer que seja o período permitido de saque. Se puder até a data de vencimento, melhor.

Com esses cuidados, você usa os juros compostos a seu favor. O resultado é a melhoria dos seus resultados e o recebimento de um retorno satisfatório.

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