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Confira quais as principais siglas do mercado econômico brasileiro

Quando o apresentador do noticiário diz que a Selic vai ter um ajuste de 0,25%, você sabe o que isso significa? Pois é, para entender o mercado econômico é preciso conhecer essas siglas e o que elas representam dentro da economia.

Mas não se preocupe, porque esse é um desafio que você, com certeza, pode enfrentar. Quando fica claro o que toda essa nomenclatura quer dizer, acompanhar as transformações do mercado se torna muito mais simples.

Neste artigo, além de aprender por que é importante acompanhar certos indicadores, você vai conhecer também algumas das principais siglas que orientam quem busca analisar a economia. Então, continue a leitura e confira!

Qual a importância de conhecer algumas siglas econômicas?

O mercado econômico é um todo complexo em que pequenos acontecimentos de um setor específico podem afetar drasticamente o que acontece em outras áreas do sistema financeiro.

Por isso é comum acompanharmos a inflação, por exemplo. Afinal, quando o preço das coisas sobe, sabemos que é necessário providenciar alternativas de contenção de gastos ou geração de renda.

Assim, em vez de descobrir os efeitos da inflação somente na hora de fazer as compras do mercado, você pode acompanhar os indicadores e se antecipar às mudanças da economia.

Quando você sabe avaliar o mercado econômico a partir de dados oficiais, você garante uma série de benefícios no cuidado com suas finanças. Falaremos desses benefícios a seguir. Vamos agora conhecer algumas das principais siglas do mercado nacional e aprender o que elas significam. Acompanhe!

Quais as principais siglas do mercado brasileiro?

Existem muitas siglas importantes que vale a pena conhecer se você quer ter mais clareza do que acontece no mercado financeiro. Algumas delas são muito específicas, úteis principalmente para análises pontuais, quando você busca entender um setor da economia em particular ou avaliar o desempenho dos seus ativos financeiros, por exemplo.

Outras siglas, no entanto, são gerais, e qualquer pessoa interessada em entender mais sobre o mercado econômico pode se orientar por elas para tomar decisões inteligentes no cuidado com as próprias finanças. A seguir, você vai conhecer as principais siglas do mercado brasileiro e o que elas representam na dinâmica da economia.

IPCA

Um dos indicadores mais importantes do mercado nacional é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, mais conhecido pela sigla IPCA. É o que muita gente conhece por “inflação”. De fato, esse indicador mede aspectos importantes da variação de preços, mas se baseia em critérios específicos para estabelecer o percentual dessas variações.

Em outras palavras, o IPCA não é a inflação em si, como algumas pessoas pensam, mas uma medida desse fenômeno da economia. Calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA mede principalmente a variação dos preços ao consumidor final, estabelecendo a média do custo de vida a partir da ótica de quem consome itens básicos, como alimentação, combustível, mensalidade escolar etc.

IGP-M

Assim como o IPCA, o IGP-M também mede a inflação nacional. Mensalmente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), o IGP-M tem algumas diferenças no critério de mensuração, o que o torna ligeiramente diferente do IPCA, em termos gerais.

Enquanto o IPCA mede a variação de preços ao consumidor final, o IGP-M calcula a inflação em toda linha de produção dos principais itens de consumo básico dos brasileiros, como aluguéis, planos de saúde, tarifas públicas etc.

Por isso, muitas vezes a diferença de percentual entre IPCA e IPG-M pode ser drástica, muito embora ambos os índices se proponham a medir o mesmo fenômeno, isto é, a inflação do mercado nacional.

Selic

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A Selic é de longe um dos indicadores mais importantes do mercado econômico nacional, porque ela determina a base de juros praticada no país. Por isso, também é chamada de “taxa básica de juros”.

Definida a cada 45 pelo Comitê de Políticas Monetárias, essa taxa carrega a sigla Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) que se refere a pelo menos 3 coisas, a depender do contexto:

  1. o próprio sistema de controle dos juros, baseado na custódia de títulos públicos;
  2. a meta do percentual dos juros, definida em cada reunião do Copom;
  3. a taxa básica de juros propriamente dita.

Assim, quando falamos da Selic, geralmente nos referimos à “taxa Selic”, isto é, aos juros básicos praticados no país. Essa taxa é importante principalmente porque ela determina o menor percentual de retorno em uma aplicação segura, garantida pelo Governo Federal por meio dos títulos do Tesouro Nacional.

Ou seja, a taxa Selic é a principal referência para qualquer operação de crédito no Brasil, pois, entre as alternativas disponíveis à parte credora da negociação, existe sempre o Tesouro Nacional, a partir do qual o Governo Federal se compromete a pagar no mínimo o percentual da Selic a qualquer valor emprestado ao Estado.

CDI

Assim como a Selic, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) também se refere a uma taxa fundamental para o mercado econômico brasileiro. Seu valor percentual é geralmente muito próximo da taxa Selic. Aliás, parte do objetivo do Copom ao determinar a meta Selic é justamente controlar a taxa praticada entre os bancos.

É isso que o CDI representa, o percentual de juros que os bancos praticam entre si para empréstimos de curtíssimo prazo. Nessas operações diárias de crédito, é cobrada a chamada taxa DI, que passa a servir de referência para títulos de renda fixa oferecido por instituições privadas.

A diferença entre a Selic e o CDI, além do fato de que a Selic é o principal instrumento de intervenção do Governo Federal na economia nacional, é que o CDI influencia diretamente os juros praticados entre as instituições privadas. Por isso o CDI é o índice mais utilizado como indexador de produtos de investimento em renda fixa.

Quais os benefícios de acompanhar esses indicadores?

Ao conhecer essas siglas e entender seu significado na economia, você não apenas se torna apto a participar das conversas como pode tomar decisões mais inteligentes em relação às suas finanças.

A Selic, por exemplo, é o principal indicador usado para balizar investimentos. Afinal, ela determina o mínimo que uma aplicação segura pode gerar de retorno. Assim, você sabe que qualquer alternativa mais arriscada no mínimo deve render mais que a Selic.

Já a análise da inflação por meio do IPCA e do IGP-M dão pistas de como o mercado está consumindo, seja pela ótica do consumidor final (IPCA) ou de toda a cadeia de produção (IGP-M). Essa observação pode te ajudar a orientar seus gastos e decidir como investir suas economias.

Enfim, conhecer os indicadores do mercado econômico é, em última instância, o exercício da educação financeira. Portanto, busque aprender como o sistema funciona e de que maneira a análise dos indicadores pode contribuir para o cuidado das suas finanças pessoais.

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