NTN-B e NTN-B principal

NTN-B e NTN-B principal: saiba tudo sobre esses investimentos!

Cada vez mais populares, os títulos públicos negociados no Tesouro Direto são uma alternativa interessante para quem quer combinar a maior segurança da renda fixa com uma rentabilidade geralmente melhor que outras aplicações dessa mesma categoria para um médio e longo prazo.

No entanto, pode ser difícil navegar e escolher os tipos mais adequados de títulos para se investir no Tesouro Direto, principalmente para quem está começando. Por isso, vamos nos concentrar em dois deles e explicar tudo o que é preciso saber sobre o NTN-B e o NTB-B principal. Boa leitura!

O que é NTN-B e NTN-B principal?

NTN-B e NTN-B são dois dos vários tipos de títulos da dívida pública emitidos e negociados no Tesouro Direto. Seus nomes vêm da sigla para Notas do Tesouro Nacional da série B.

Eles também são chamados de Tesouro IPCA+ (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), uma vez que parte da sua rentabilidade é atrelada a inflação medida por esse indicador, divulgado mês a mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outros títulos do Tesouro Direto pagam juros de acordo com a Taxa SELIC ou com uma taxa prefixada.

Os nomes foram alterados em 2015, para facilitar a vida dos investidores, que passaram a ter uma referência melhor sobre as características dos títulos públicos antes de escolher seus investimentos.

Essa classe de títulos do Tesouro Direto são classificados como híbridos, uma vez que a rentabilidade paga nessa aplicação é composta por uma parte prefixada e outra atrelada à variação da inflação medida pelo IPCA no período.

Por estarem atrelados à inflação, os títulos públicos NTN-B e NTN-B protegem o poder de compra ao longo do período da aplicação e garantem ganho real aos investimentos. Ou seja, isso torna esse tipo de título indicado para quem quer acumular recursos para metas de médio e longo prazo, como garantir a aposentadoria ou comprar um imóvel, por exemplo.

Quais as diferenças entre ambos?

Afinal de contas, qual a diferença entre a NTN-B e a NTN-B principal? As principais alterações se dão na forma como o pagamento dos juros é feito ao investidor. Na NTN-B principal, isso acontece de forma simples: todo rendimento é pago no momento do vencimento do título ou quando solicitado um resgate antecipado, lembrando que nesse último caso pode ocorrer alterações na rentabilidade devido à marcação a mercado.

Já nos títulos NTN-B, existem os chamados cupons semestrais. Isso significa que a cada seis meses, o investidor receberá parte dos rendimentos daquele investimento, não precisando esperar até o vencimento para embolsar todo o pagamento de juros. Os juros semestrais recebidos são calculados em cima do valor nominal corrigido pela inflação, ou seja, você não recebe de fato a inflação nesse pagamento, mas sim a taxa prefixada calculada com base no valor nominal corrigido pela inflação.

No seu vencimento, você irá receber o seu dinheiro investido corrigido pela inflação total do período e a última parcela do cupom de juros.

Essa diferença faz com que a NTN-B seja interessante para quem quer garantir um fluxo de renda extra ou ainda reinvestir em outras aplicações os pagamentos feitos pelos cupons semestrais.

Por outro lado, quem visa o longo prazo tende a se dar melhor com os títulos NTN-B principais, que não pagam os cupons de juros semestrais. Com isso, é possível usufruir melhor do efeito dos juros compostos, conhecidos como juros sobre juros, o que potencializa o retorno obtido.

NTN-B e NTN-B principal

Quais seus riscos e sua média de rentabilidade?

Assim como qualquer outra aplicação, os títulos NTN-B e NTN-B principais têm seus riscos, que tendem a ser baixos. Ainda que não exista a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), os títulos do Tesouro Direto são garantidos pelo Tesouro Nacional e só deixarão de ser honrados em um hipotético cenário de calor da dívida pública.

Por isso, os títulos do Tesouro Direto são considerados a categoria mais segura de investimento do mercado.

Esses títulos também pode sofrer com algum risco de mercado e volatilidade no que diz respeito ao seu preço de negociação e recompra, principalmente se for necessário fazer o resgate antes do vencimento.

Isso acontece pelo que é chamado de marcação a mercado, que significa que o preço do título varia de acordo com oscilações econômicas. Se no momento do resgate o preço do título estiver abaixo do aquele pago inicialmente, o investidor terá uma perda. Já caso o cenário seja o oposto, o investidor também poderá ter ganhos mais expressivos ainda.

Quanto à rentabilidade, é difícil estimá-la de forma precisa, uma vez que a inflação pode variar muito com o passar do tempo — e quanto mais longo o prazo de vencimento do papel, melhor o retorno. De todo modo, o investidor deve ter sempre em mente que ele receberá como retorno uma taxa fixa + a inflação do período.

Porém, é preciso colocar no cálculo custos como os impostos e taxas cobradas sobre essa aplicação. As principais são o IOF (que incide apenas nos primeiros 30 dias), o Imposto de Renda (cobrado somente sobre o rendimento, seja ele no resgate no vencimento ou nos cupons semestrais) e a taxa de custódia de 0,25% cobrada semestralmente.

Algumas instituições financeiras ainda cobram do investidor a chamada taxa de administração, mas com alguma pesquisa é possível encontrar alternativas isentas dela e economizar com isso.

Como investir em NTN-B e NTN-B principal?

Um aspecto positivo da NTN-B e NTN-B principal, assim como dos demais títulos disponíveis do Tesouro Direto, é a facilidade com que é possível investir neles. Além disso, não há necessidade de grandes recursos financeiros para começar: com pouco mais de 30 reais é possível dar os primeiros passos entre os títulos públicos.

Faça sua escolha entre os títulos disponíveis considerando sempre a rentabilidade, o prazo de vencimento e qual o aporte mínimo necessário. Depois de escolhido, basta enviar a ordem de compra e o investimento estará feito.

Os títulos NTN-B e NTN-B principal podem ser opções de investimento interessantes para todos os perfis de investidores e diversas composições de carteira, uma vez que combinam uma boa rentabilidade com um relativo baixo risco, além de proteger o dinheiro aplicado contra a inflação, o que permite ganhos reais e evita a corrosão do poder de compra.

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