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Open Banking: o que é, como funciona e quais as vantagens?

A tecnologia é um fator de transformação da vida humana desde que aprendemos como controlar o fogo. Portanto, não é uma surpresa vermos que, ano após ano, novas tecnologias trazem mudanças para o dia a dia de vários setores. O mercado financeiro não poderia ser diferente, especialmente, com a chegada do Open Banking.

No Brasil, seis em cada dez brasileiros que já estão bancarizados usam contas em múltiplos bancos para realizar suas transferências de valores, investir ou fazer pagamentos de todos os tipos. Isso significa que a tendência é que a multibancarização também chegue para todos. Na prática, isso torna tecnologias como o Open Banking ainda mais importantes para a vida moderna.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, siga a leitura do artigo!

O que é Open Banking e como esse conceito chegou ao Brasil?

Open Banking é um conceito novo no mercado financeiro mundial e nasce de uma tendência maior na Internet, derivada dos “open softwares”. Basicamente, esse tipo de sistema se trata de um programa aberto, que permite que desenvolvedores possam analisar o seu código e criar mecanismos, aplicativos ou funções para os usuários.

O maior exemplo de um programa aberto é o Android, o sistema operacional mais usado do mundo. Inclusive, se você está lendo este artigo em um dispositivo móvel, há uma grande probabilidade de usar um sistema aberto nesse momento. Afinal, o Android é o sistema operacional mais popular no Brasil, mas o próprio iOS, da Apple, também conta com componentes abertos.

O que o Open Banking propõe, portanto, é a abertura dos sistemas digitais usados por bancos e fintechs, de modo que o sistema financeiro eletrônico fique mais padronizado e amplo. Na prática, isso geraria serviços integrados, que facilitariam muito a vida de todas as pessoas.

No momento, o mundo inteiro debate a possibilidade de aplicação do Open Banking em larga escala, com vários países em diferentes estágios de aplicação. No Reino Unido, o sistema já está mais avançado, enquanto países como Estados Unidos, Japão, Austrália, Hong Kong e na União Europeia, os estudos para a implementação já começaram a ser feitos.

No Brasil, o planejamento do Banco Central (responsável pela Selic) para a implementação do Open Banking começou no segundo semestre de 2020. Inclusive, uma primeira iniciativa (que não é exatamente Open Banking, mas usa os mesmos conceitos) já está fazendo sucesso no mercado: é o Pix, que entrou em ação em novembro de 2020.

Como funciona?

É normal olhar para o conceito de Open Banking e ficar preocupado. Afinal, estamos falando de um sistema bancário aberto, o que pode gerar questionamentos sobre a segurança do dinheiro das pessoas. Para poder explicar por que um sistema desses é seguro, é necessário entender o que é uma API.

Uma API é um grupo de rotinas e padrões de programação de um aplicativo que pode ser utilizado por outro software. Explicando de maneira mais simples, é como um “adaptador”, que permite usar as funções de um aplicativo baseado na Web (via computação em nuvem) em outro dispositivo ou programa. Para que isso aconteça, é necessário que os dois softwares falem o mesmo idioma.

Um exemplo muito simples de entender o que é uma API é o Google Maps. Provavelmente, você já entrou em um site de imobiliária, restaurante ou clínica médica em que havia um mapa do Google Maps mostrando a localização daquele estabelecimento. Isso só é possível via uma API.

O que o Open Banking propõe é que haja abertura de APIs dos aplicativos financeiros dos bancos e fintechs no Brasil. Basicamente, isso permitiria que todos eles pudessem conversar entre si de maneira praticamente instantânea.

Esse ecossistema de produtos e serviços poderia, então, crescer exponencialmente, já que equipes de desenvolvedores poderiam criar novos aplicativos e serviços para os usuários. No entanto, isso não significa que esse ecossistema seria inseguro ou sequer que todos os serviços seriam iguais.

Pelo contrário: a única coisa que o Open Banking propõe é que haja uma forma padronizada para os aplicativos conversarem, sendo que cada empresa manteria a sua base atual, com o sistema que melhor convém e, principalmente, sendo responsável pela segurança das informações dos seus clientes, com todos os protocolos de proteção necessários para isso.

Quais as suas vantagens?

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Existem muitas vantagens para a aplicação do Open Banking no Brasil. Veja, a seguir, algumas delas:

Custos menores

Como haveria uma única forma de as aplicações conversarem, isso cortaria intermediários. Na prática, haveria processos mais rápidos e baratos entre bancos e financeiras, o que diminuiria os custos de várias operações realizadas atualmente.

Liberdade e autonomia

O Open Banking permitiria mais liberdade e mais autonomia para o cliente, que não precisaria enfrentar burocracias ou processos complexos para realizar certas ações. Ele mesmo teria o poder de fazer isso com seu smartphone ou computador.

Além disso, o sistema permitiria que cada cliente escolhesse quais dados compartilhar ou não e em qual momento, garantindo mais privacidade e poder de escolha.

Segurança dos dados

Uma troca de informações mais ágil e rápida entre sistemas financeiros permitiria melhor classificação de risco e proteção contra fraudes. Afinal, elas seriam mais fáceis de ser detectadas pelos aplicativos e, portanto, mais facilmente corrigidas.

Mais opções

A criação de um ecossistema vivo e pujante no sistema financeiro nacional permitiria que novos aplicativos, serviços, fintechs e outros tipos de empresas surgissem. Na prática, isso levaria a uma proliferação de produtos e serviços, dando mais opções para o consumidor.

Serviços melhores

Além de mais opções, a comunicação entre os aplicativos geraria serviços melhores. Não haveria tanta necessidade de esperar por análises, pegar filas, ter de ir até agências e muitos outros inconvenientes atuais.

Quais as fases de implementação no país?

No Brasil, o Banco Central divulgou um documento detalhando o seu plano para a implementação do Open Banking. O projeto é composto por quatro fases e inclui um estudo muito detalhado, envolvendo as necessidades de regulação de quem for participar no sistema e, principalmente, do papel de orientação, controle e veto do Banco Central.

O objetivo é criar uma comunicação simples e segura, com muita transparência e clareza na relação dos dados dos clientes (especialmente agora, que a Lei Geral de Proteção de Dados foi colocada em prática).

Dentre as fases anunciadas pelo Banco Central, nós tivemos o início da edição da regulação do Open Banking no primeiro semestre de 2020 e o começo da implementação no segundo semestre do mesmo ano. Como se trata de um projeto de grande escopo, as novidades em relação a isso continuam sendo divulgadas em 2021.

No entanto, o Pix (sistema de pagamento instantâneo do Banco Central) já é o primeiro passo do Open Banking. Como ele mostra, é possível otimizar ações comuns da nossa vida bancária (como pagamentos e transferências) com a comunicação integrada dos aplicativos.

Pronto, agora você já aprendeu o que é Open Banking e como essa novidade tem o potencial de revolucionar a vida financeira dos brasileiros nos próximos anos. Sabendo dessas informações, você já pode começar a preparar a sua vida para as mudanças que virão.

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