Como funcionam as operações estruturadas? Entenda quais são as vantagens

Para investir melhor seu dinheiro é necessário ampliar seu conhecimento sobre o funcionamento do mercado financeiro e conhecer novas aplicações financeiras, que em algum momento podem ser interessantes na composição de uma carteira de investimentos diversificada.

Por isso, neste artigo, vamos apresentar o que são e como funcionam as operações estruturadas. Além de abordar de que forma é possível investir nelas e apontar suas vantagens e desvantagens. Interessado? Então prossiga com a leitura.

O que são as operações estruturadas?

De forma resumida, podemos definir as operações estruturadas como a operação feita no mercado financeiro, principalmente na bolsa de valores, que combinam em um mesmo investimento as características de dois ou mais ativos. Essas combinações podem ser bastante complexas a depender do caso. De todo modo, a busca é sempre por uma rentabilidade diferenciada, mesmo em casos onde o risco é mais elevado.

Para entender melhor como funciona uma operação estruturada, é necessário compreender melhor as diferenças entre os mercados à vista e o de derivativos, uma vez que a maioria das estruturas é composta com ativos negociados em cada um desses mercados.

Sucintamente, o mercado de derivativos é aquele onde são negociados contratos que derivam (daí o seu nome) a partir do preço de determinados ativos. Na maior parte dos casos, duas partes assumem um compromisso de compra e venda de um determinado ativo a um preço combinado no futuro e obtém ganhos e perdas a partir disso. Isso recebe nome de mercado a termo.

Existem também o mercado futuro, que funciona de maneira bastante similar, e o mercado de opções, em que o contrato entre as partes apenas garante o direito de compra do ativo na data combinada e não necessariamente a obrigação.

Negócios desse tipo costumam apresentar risco mais elevado, embora possam entregar ganhos muito melhores. Por isso, em linhas gerais, o objetivo de uma operação estruturada acaba sendo minimizar esse risco sem abrir mão dos ganhos maiores.

Ou seja, a operação estruturada estrutura tem a intenção de proteger o investidor das oscilações do mercado de ações e beneficiá-lo com ganhos melhores. Grosso modo, é como seu houvesse uma combinação entre as características de uma aplicação em renda fixa com um investimento em renda variável.

Como funciona o investimento em operações estruturadas?

operações estruturadas

É comum que investidores mais experientes montem suas próprias estruturas, depois de análises aprofundas do mercado e cálculos bastante complexos. No entanto, para quem não quer, ou não tem o conhecimento necessário para tal, ainda existe a opções de investir em operações estruturadas por meio do chamado COE (Certificado de Operações Estruturadas).

Eles são títulos emitidos por bancos que, de modo similar as estruturas mencionadas no tópico anterior, tentam combinar na mesma aplicação aspectos do investimento renda fixa e renda variável. Além disso, um COE está sempre atrelado a índices de mercado (inflação ou SELIC, por exemplo), tem um valor mínimo de aporte, uma data de vencimento e mecanismos para otimizar os ganhos ou amortecer perdas.

Esse tipo de aplicação é permitida no mercado brasileiro desde janeiro de 2014. Para os bancos, ela é mais uma forma de captar recursos no mercado, assim como a emissão de títulos de renda fixa, caso dos CDB (Certificados de Depósito Bancários, por exemplo) e das letras de crédito (LCI e LCA). Em 2016, a permissão para emissão de COE foi estendida para corretoras.

Lembra quando falamos da importância dos derivativos mais cedo? Então, um COE funciona a partir disso, projetando o desempenho do preço de determinados ativos ou na variação de algum índice de mercado e determinando regras diferenciadas para caso haja ganhos ou percas.

Criatividade não costumam ser um problema na hora dos bancos emitirem um COE, permitindo que sejam desenvolvidas aplicações bem complexas. Porém, para não complicar demais a explicação, vamos a um exemplo simples.

Imagine um COE atrelado a valorização do IBOVESPA com limitador de ganho de 20% e prazo de vencimento de 1 ano. Em um cenário onde o índice se mantiver estável ou cair, ele receberá seu dinheiro de volta, sem perdas ou com um limite predeterminado de prejuízo, dependendo de se tratar de um COE com o Valor Nominal Protegido ou não. Contudo, se o Ibovespa se valorizar em até 20%, ele terá um ganho proporcional a essa oscilação. Todavia, se o aumento da cotação no período for maior que isso, o ganho será fixado nesses 20%.

Quais são as vantagens?

A principal vantagem das operações estruturadas, e especialmente dos COE, é dar a um investidor mais um instrumento de diversificação, com um produto que combina em um único ativo características da renda fixa e da renda variável.

Além dessa possibilidade maior de diversificação, o COE pode ser o primeiro passo para quem quer participar de novos mercados e ter ativos mais complexos na carteira, principalmente aqueles que negociam ativos de renda variável, como é o caso da Bolsa de Valores.

A forma de tributação também pode ser apontada como uma vantagem dos investimentos em COE, já que ela é única, independentemente dos ativos que compõem a operação estruturada.

Em caso de ganho, será necessário arcar com o imposto de renda, cuja alíquota diminui de acordo com o tempo da aplicação, partindo dos 22,5% para investimentos com menos de 180 dias e chegando aos 15% quando o período for superior a 720 dias.

E quais são os riscos?

No caso de COEs com o Valor Nominal Protegido, o principal risco em torno dele é o de crédito, que reside no fato da instituição financeira emissora do título não honrar seu compromisso no momento do vencimento do título.

Como essa aplicação não é protegida pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), a recomendação sempre é acompanhar o rating de classificação de risco do emissor do título. Essa nota, dada pelas agências de rating, demonstra a solidez da instituição financeira. As instituições com boa classificação recebem o selo de grau de investimento, enquanto aquelas que deixam a desejar nesse aspecto ficam no grupo do grau especulativo.

Antes de investir em um COE também é preciso de preocupar com a liquidez, levando em conta qual a sua perspectiva de utilização do dinheiro, e com os custos dessa aplicação, que podem exigir aportes mínimos elevados.

Viu como ter uma aplicação nessa categoria é uma alternativa interessante para a sua carteira de investimentos?

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