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Conheça a rentabilidade da poupança e da LCA e comece a investir

Você também é como a maioria dos brasileiros que sempre ouviu dizer que colocar o dinheiro na caderneta de poupança era a melhor solução? Então é melhor rever seus conceitos o quanto antes, já que a rentabilidade da poupança pode frustrar (e muito) suas expectativas. A propósito, entende-se por rentabilidade o grau de sucesso de determinado investimento econômico, o percentual esperado de remuneração sobre a aplicação realizada.

Existente desde a época de Dom Pedro II, a poupança já oscilou bastante em suas regras. Hoje, a política vigente pode ser bem desfavorável para os investidores. Quer entender o porquê? Neste post, vamos explicar melhor sobre esse tema, aproveitando para apresentar a LCA, uma excelente alternativa para investir. Acompanhe!

Afinal, como é o rendimento da poupança?

Durante muito tempo, criou-se um estigma de que a poupança era o melhor lugar para deixarmos nosso suado dinheirinho. O detalhe é que seu rendimento definitivamente não é tão bom assim. 

A rentabilidade da poupança está atrelada ao indicador da meta Selic, taxa básica de juros divulgada pelo Banco Central do Brasil e ajustada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM). Quando a Selic está acima de 8,5%, a poupança tem um percentual fixo de 0,5% ao mês + a Taxa Referencial (TR), que foi criada na época da hiperinflação para controlar o preço do dinheiro e minimizar suas variações constantes. Contudo, se a Selic fica igual ou abaixo de 8,5%, a poupança rende apenas 70% da taxa básica de juros.

Tendo isso em vista e levando em conta que o COPOM reduziu a meta Selic para 5% ao ano (menor nível da história), fato é que, agora, a poupança está rendendo em torno de 3,5% anualmente, o que equivale a 0,29% ao mês. Isso sem falar que a poupança rende em cima do aniversário da conta, ou seja, você deposita um valor X e recebe os rendimentos 30 dias depois, diminuindo a rentabilidade se o resgate acontecer antes desse prazo.

Como a inflação afeta a rentabilidade da caderneta?

Uma das principais funções da taxa Selic é ser o mecanismo que controla a situação econômica e social do país. Tanto seu aumento quanto sua redução trazem impactos para a inflação e a rentabilidade da poupança. 

Para você ter uma noção desse efeito dominó: basicamente, a taxa básica de juros é minimizada para favorecer a queda dos preços e, com isso, influenciar o poder de compra das pessoas. Isso tem reflexo em consórcios, financiamentos, taxas de cartão de crédito e diversos outros setores do país, fazendo com que a população consuma cada vez mais por sentir que a moeda está valorizada. A partir daí, a inflação se faz evidente. A política a ser adotada é a de aumentar a Selic a fim de controlar novamente o índice, causando um efeito sanfona na economia.

Você já deve ter percebido como a inflação atinge a poupança, certo? Não tem mistério: se a inflação estiver alta, a Selic aumenta e a rentabilidade da poupança vem junto, até chegar ao percentual fixo de 0,5% ao mês, caso contrário, a poupança permanece no patamar que está. Inclusive, é importante ressaltarmos que o movimento da Selic não gera resultado de imediato, algo que pode deixar os seus investimentos na poupança com ganhos apertados.

Além disso, se compararmos o valor da inflação do ano passado, por exemplo, que estava em 3,75% ao ano, o rendimento real da poupança era negativo em 0,25%. No próximo ano, de acordo com o último relatório Focus do Banco Central, o rendimento ficará negativo em 0,10%, levando em consideração que a meta da inflação estará em 3,6%.

O que é essa tal de LCA?

Destrinchada essa primeira parte sobre o funcionamento da rentabilidade da poupança, vamos ao que interessa em termos de investimentos melhores, mas sem perder a característica conservadora. 

Na prática, existem diversos produtos na renda fixa que colocam a poupança no bolso, mas um deles em especial chama a atenção dos investidores por ter vantagens bem interessantes: a Linha de Crédito do Agronegócio (LCA). Com esse título, você empresta dinheiro ao banco emissor para que ele repasse os valores aos produtores que vivem da agropecuária, a fim de ajudá-los a comprar novas máquinas, controlar os gastos e exportar mais. 

A rentabilidade e os vencimentos, que podem ir de 90 a 1080 dias, são conhecidos no ato da compra, da mesma forma como acontece com outros papéis de renda fixa. Podemos encontrar LCAs prefixadas, que permitem o cálculo exato do rendimento ao final do prazo, e também pós-fixadas, indexadas ao Certificado de Depósitos Interbancários (CDI) ou ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Vale lembrar que o investimento mínimo depende muito da plataforma utilizada, mas podemos dizer que a média costuma girar em torno de mil reais.

Por que a LCA é mais vantajosa que a poupança?

Embora ambos os investimentos isentem as pessoas de cobrança de Imposto de Renda e tenham a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), não é difícil notar que a LCA larga muitos passos à frente em matéria de rendimento. A rentabilidade das letras de crédito é muito melhor que a da poupança, isso sem contar a diversificação que pode ser encontrada nas plataformas de bancos e corretoras.

Para você ter uma ideia, vamos imaginar que deposite 5 mil reais em ambos e faça aportes de 2 mil reais mensalmente por 2 anos — considerando, é claro, que não resgate os valores antes do mês de aniversário. No fim desse período, o investimento total dos 2 seria de 51 mil reais, mas o rendimento na poupança ficaria em 1.785 reais e o da LCA em 1.874,25, tendo como base o indexador CDI a 75%.

Se você optasse por uma LCA com 100% do CDI, por exemplo, a situação ficaria ainda mais brutal, com o valor de rendimento chegando a 2.499 reais. Se compararmos as 2 rentabilidades nesse caso, a diferença ficaria em 714 reais, o que daria para fazer quase 3 viagens de ida e volta de São Paulo a Florianópolis, dependendo da companhia aérea e da temporada escolhida.

Como fazer bons investimentos?

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que o conhecimento é fundamental para se fazer investimentos de qualidade. Assim, você não fica na acomodação da poupança e parte para rentabilidades mais atrativas. A partir de agora, então, comece a ler bastante sobre o mercado financeiro, consulte especialistas, faça simulações e entenda como isso pode influenciar sua vida pessoal.

Também é imprescindível traçar planos a curto, médio e longo prazos para que consiga investir sempre com um propósito claro. Afinal, apenas colocar o dinheiro em um produto por simples eventualidade não trará o sucesso que espera. A partir dos objetivos estabelecidos, construa estratégias de aplicação coerentes e sustentadas pela diversificação da carteira, a fim de minimizar os riscos e aumentar os rendimentos.

Não deixe ainda de pensar em uma reserva de emergência para cobrir situações como desemprego, problemas de saúde, mudança de imóvel e demais eventos imprevistos de curto prazo. Mesmo que a LCA tenha seu período de carência e o resgate só seja possível no vencimento, você pode tirar parte do dinheiro da poupança e aplicar em um CDB, por exemplo, que tem liquidez diária e deixa seu portfólio mais completo.

Veja que a rentabilidade da poupança não é tão atrativa como as pessoas normalmente pensam. Investimentos como a LCA podem apresentar rendimentos bem melhores, ainda contando com a segurança do FGC e a isenção de imposto. Bem mais interessante, não acha?

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