Radar da Economia: IPCA-15 registra aumento em fevereiro/22

A terceira semana de fevereiro não teve divulgação de dados econômicos relevantes. No entanto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, teve o seu resultado publicado no dia 23 de fevereiro.

Neste Radar da Economia vamos verificar o cenário que se desenha no momento. Continue lendo e saiba mais.

IPCA-15

Em relação a esse indicador, houve uma alta de 0,99%, o que representa uma aceleração perante janeiro, que registrou um percentual de 0,58%. Com esse resultado, o acumulado em 12 meses avançou de 10,2% para 10,76%.

Assim, a aceleração do IPCA-15 na margem foi consequência, principalmente, da alta de serviços. Essa categoria também é puxada por reajustes sazonais de mensalidades escolares.

Outros itens que também mostraram variação acima da observada em janeiro são alimentação no domicílio e preços administrados. Enquanto isso, bens industriais registraram desaceleração. Isso vem na esteira da normalização da alta em higiene pessoal e roupas.

Cenário

Os serviços aceleraram de 0,51% para 1,36%. O destaque são os cursos regulares, que passaram de 0% para 6,69%. Ainda há a passagem aérea, que foi de -18,21% para -5,05%. Com isso, a categoria passou de 5,1% para 6,0%.

O núcleo de serviços — a medida subjacente que exclui subitens relacionados a turismo, serviços domésticos, cursos e comunicação — desaceleraram de 0,99% para 0,89% na margem. No entanto, a tendência é seguir em alta em 12 meses, passando de 6,2% para 6,8%.

Houveram ainda outras variações. Elas são:

  • alimentação no domicílio acelerou de 1,03% para 1,49%, puxada por produtos in natura, como “tubérculos, raízes e legumes” e “hortaliças e verduras”. Os maiores impactos vieram da cenoura (49,31%), da batata-inglesa (20,15%), do café moído (2,71%), das frutas (1,75%) e das carnes (1,11%);
  • preços administrados passaram de -0,32% para 0,09%. O destaque foi gasolina, que deve foi de -1,78% para 0,15%.
  • bens industriais desaceleraram de 1,46% para 1,17%. O destaque foi higiene pessoal (de 3,79% para -0,16%).

Confira como ficam os outros indicadores:

  • IPCA: 4,31% em 2019, 4,52% em 2020, 10,06% em 2021, 5,3% em 2022 e 3,25% em 2023;
  • IGP-M: 7,32% em 2019, 23,14% em 2020, 17,78% em 2021, 8% em 2022 e 4% em 2023;
  • câmbio: R$ 4,03 em 2019, R$ 5,20 em 2020, R$ 5,57 em 2021, R$ 5,57 em 2022 e R$ 5,29 em 2023;
  • Selic: 4,5% em 2019, 2% em 2020, 9,25% em 2021, 12,25% em 2022 e 7,5% em 2023;
  • PIB: 1,4% em 2019, -4,1% em 2020, 4,6% em 2021, 0% em 2022 e 1,7% em 2023.

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