Rating de classificação de risco

Rating de classificação de risco: o que é, importância e como funciona?

Se você tem pesquisado sobre investimentos para aprender a fazer seu dinheiro render mais, possivelmente deve ter esbarrado no termo rating de classificação de risco em algum momento dos seus estudos, certo? Mas conseguiu entender do que se trata, qual a sua importância e como exatamente funciona?

A classificação de risco é muito importante para investidores, uma vez que ajuda a oferecer informações cruciais para a tomada de decisão sobre onde aplicar seus recursos. Melhor se informar mais a respeito dela, não acha?

Siga a leitura deste post para entender o que são os ratings de classificação de risco, o que significam e como usá-los ao montar seu portfólio de investimentos!

O que são as agências de classificação de risco?

Para compreendermos bem o que é um índice de classificação de risco, precisamos primeiramente entender o que são as agências de rating. Afinal, são elas que elaboram os índices de avaliação de investimentos.

Antes de mais nada, vale ressaltar que as agências de rating são empresas independentes e sem relação com qualquer governo ou companhia. Seu trabalho é acompanhar consistentemente a situação financeira de instituições públicas e privadas para avaliar o nível de risco de crédito de cada uma. A partir daí, tais agências elaboram relatórios completos classificando diversas instituições com base em sua capacidade de honrar compromissos. Assim, os investidores conseguem ter noção do risco de calote ao colocar suas aplicações em títulos públicos ou privados.

Existem muitas agências de classificação de risco pelo mundo, mas 3 delas são as mais importantes, concentrando 95% de todo o mercado de análise de risco: a Fitch, a Moody’s e a Standard & Poor’s.

Qual a importância da segurança em investimentos de renda fixa?

Na prática, muitos investidores brasileiros não costumam se importar demais com os ratings de classificação de risco por causa de algo chamado Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Afinal, por que se preocupar com o risco de um ativo em renda fixa se o FGC cobre o prejuízo? 

Essa é uma postura muito negligente, que pode colocar em sério risco as finanças pessoais do investidor — especialmente quem aplica em quantidades moderadas. Isso porque a maior parte dos investimentos em renda fixa, como títulos CDB, LCI, LCA ou LC, são usados como reserva de emergência ou mesmo para a valorização da aposentadoria dos investidores no mercado brasileiro. Portanto, caso a instituição financeira que emitiu o ativo investido entre em default (ou seja, dê calote), o FGC entrará em cena para cobrir os prejuízos do investidor. O detalhe é que esse processo não é automático. 

Em teoria, o FGC deveria pagar os investidores em aproximadamente 30 dias. No entanto, com base nas vezes em que o fundo precisou entrar em ação no mercado brasileiro, o prazo médio costuma ser de 3 meses. Enquanto isso, o dinheiro simplesmente não rende. Além do mais, caso precise recorrer a esses recursos para uma emergência qualquer nesse meio do caminho, o investidor fica na mão.

O que o rating de classificação de risco indica?

Para cada instituição pública ou privada, as agências de avaliação elaboram um rating de classificação de risco com base na sua condição financeira a fim de indicar aos investidores qual o perigo de aplicar em ativos daquela instituição. Um investidor que quer proteger seu dinheiro só precisa, assim, procurar por ativos emitidos por instituições que contam com rating de classificação de risco positivo dado pelas agências.

A maior nota dada por todas elas é o chamado Triple A (falaremos sobre isso a seguir), que indica que determinada instituição é a mais segura possível, com riscos de default minimizados.

Para investidores, portanto, o rating de um ativo é importantíssimo para a avaliação da relação entre risco e retorno daquela aplicação.

Como o rating de classificação de risco é gerado?

Para elaborar os relatórios e garantir a credibilidade do rating de classificação de riscos de cada instituição, as agências levam em consideração uma série de critérios técnicos. Alguns desses critérios são os seguintes:

  • nível técnico dos gestores da instituição;
  • nível de endividamento de curto prazo da instituição;
  • nível de endividamento de longo prazo da instituição;
  • qualidade dos títulos e das garantias da instituição;
  • estabilidade financeira da empresa ou do órgão estatal;
  • capacidade de caixa da instituição para fazer pagamentos;
  • histórico de crédito e calotes da instituição;
  • capacidade interna de diminuir riscos da instituição;
  • condições macroeconômicas do país onde a instituição opera.

Com base em todos esses critérios, as agências elaboram uma escala de ratings de classificação de risco para comunicar aos investidores. No geral, as escalas de notas são divididas em 2 grupos: grau de investimento e grau especulativo. As notas de grau de investimento são consideradas as melhores, com menor risco. Já as de grau especulativo são dadas para instituições de alto risco. Veja a seguir as escalas de notas!

Grau de investimento:

  • mais alta qualidade (AAA);
  • muito alta qualidade (AA+, AA, AA-);
  • alta qualidade (A+, A, A-);
  • boa qualidade (BBB+, BBB, BBB-).

Grau especulativo:

  • qualidade especulativa (BB+, BB, BB-);
  • qualidade altamente especulativa (B+, B, B-);
  • risco substancial (CCC);
  • risco muito alto (CC);
  • inadimplência iminente (C);
  • inadimplência restrita (RD);
  • inadimplência (D).

A única diferença entre as agências de risco é que a Moody’s não usa + ou – para criar escalas de avaliação, mas sim os números 1, 2 e 3 — ou seja, o AA1 da Moody’s é equivalente ao AA+ da Fitch e S&P.

Como usar o índice de classificação de risco a seu favor?

Agora que você já entende bem como é o rating de classificação de riscos, não só pode como deve começar a usá-lo quando for investir seu dinheiro em um ativo de renda fixa — como CDB, Tesouro Direto, debêntures, LCI ou LCA.

A classificação dada pelas agências diz respeito à saúde financeira da instituição emissora do ativo no qual você pretende investir. Vale a pena, portanto, conferir a situação para garantir a aplicação do seu dinheiro em um título seguro, com baixas chances de default. Isso especialmente se sua aplicação em renda fixa tiver como objetivo a manutenção do seu patrimônio ou a construção de uma aposentadoria mais tranquila no futuro.

A lógica é simples: quanto menor o risco de determinada instituição quebrar ou dar calote, mais protegido está seu dinheiro e mais tranquila é sua vida de investidor! 

Pronto para, a partir de agora, sempre pesquisar o rating de classificação de risco das instituições antes de investir? Quer investir em um banco com classificação AAA pelas agências de risco? Então entre em contato conosco para conhecer os ativos que temos à disposição!

Quer receber mais conteúdos como esse gratuitamente?

Cadastre-se para receber os nossos conteúdos por e-mail.

Email registrado com sucesso
Opa! E-mail inválido, verifique se o e-mail está correto.

Fale o que você pensa

O seu endereço de e-mail não será publicado.