rebalanceamento de carteira

O que é rebalanceamento de carteira e qual sua importância?

Diversas estratégias podem ser adotadas pelos investidores para gerenciamento dos riscos das suas carteiras de investimentos. Só que, além disso, é preciso manter uma rotina constante para sempre buscar o melhor desempenho dela. É aí que entra a importância do chamado rebalanceamento de carteira.

Para entender melhor como aplicar esse conceito e reforçar a sua importância, incluindo os benefícios dele, preparamos este conteúdo que explica como funciona o rebalanceamento de carteira e por que você deve adotá-lo. Boa leitura.

O que é e como funciona o rebalanceamento de carteira?

De forma direta, podemos definir o rebalanceamento de carteira como a prática de ajustar a proporção de ativos presentes em uma determinada carteira para que ela se mantenha alinhada à sua estratégia, as metas propostas e ao perfil do investidor. Isso geralmente é feito pela compra e venda de ativos de acordo com determinados critérios.

Quase sempre, os principais critérios considerados são a possível rentabilidade de cada aplicação, os riscos e volatilidade delas, e o perfil do investidor. O objetivo é sempre manter os riscos dos investimentos entre uma margem de segurança que faça sentido para a relação entre risco e retorno ao seu perfil.

Isso acontece pelo fato de que é muito difícil prever as condições do mercado ao longo do tempo, o que torna necessária essa reavaliação periódica. Reformas do governo podem fazer os juros caírem, por exemplo, o que torna algumas aplicações mais e outras menos atrativas, obrigando o investidor a reavaliar os aportes feitos quando a taxa de juros era maior.

Outro aspecto importante do rebalanceamento da carteira é abrir mão de ativos que se valorizaram muito, vendendo-os no mercado e, com isso, embolsando essa valorização e investindo em novos ativos mais atrativos no momento. Essa ação ajuda a fazer com que a carteira volte à estratégia inicial e também previne que você compre na alta e venda na baixa, conforme apontaremos mais abaixo.

Um exemplo simples ajuda a entender melhor qual o princípio por trás do rebalanceamento de carteira. Imagine, por exemplo, um investidor com 60% dos seus recursos em renda fixa e os demais 40% em alternativas de renda variável.

Após um ano, devido a flutuações no mercado que causam valorizações e desvalorizações nos ativos, vemos que essa mesma carteira está com 55% das aplicações em renda fixa e 45% em renda variável, um pouco diferente daquilo que foi proposto no começo, o que pode afetar a rentabilidade e a exposição ao risco do investidor.

Logo, o rebalanceamento atuará para que a posição original seja retomada e alinhada com seus objetivos e perfil. Para isso, será necessário embolsar uma fatia de lucro das aplicações em renda variável e reinvesti-lo em aplicações de renda fixa, sempre trabalhando com a diversificação dessas aplicações, mesmo que elas pertençam a uma mesma classe.

rebalanceamento de carteira

Por que é importante rebalancear a carteira periodicamente?

É possível indicar a importância do rebalanceamento de carteira feito de forma periódica por diversos aspectos. Por isso, esclarecemos abaixo alguns dos motivos pelos quais você não deve deixar de fazer isso de forma periódica.

Alinhar os investimentos com os objetivos atuais do investidor

Todos os perfis devem ter como prática o rebalanceamento de carteira. Manter-se alinhado a ele é fundamental também para que o investidor não se exponha a riscos desnecessários sem que isso comprometa a rentabilidade esperada.

Logo, quem tem um perfil mais conservador e vê a fatia de ativos de renda variável, geralmente mais arriscados, crescer, deve agir para que a carteira volte ao equilíbrio ideal. O mesmo também ocorre com o efeito contrário, é importante ficar atento ao rebalanceamento caso ocorra a desvalorização de ativos.

Do mesmo modo, alguém com perfil mais arrojado deve usar o rebalanceamento para manter sua carteira mais próxima de seus objetivos atuais.

Melhor Balanceamento de riscos

Se classes de ativo cujo risco tende a ser maior passar a ocupar mais espaço na carteira, é bem provável que exposição ao risco aumente. Portanto, atuar para que a estratégia volte ao inicial é uma ótima forma de diminuir riscos.

Deixa o investidor por dentro das novidades do mercado

O rebalanceamento de carteira também pode passar por mudanças no cenário econômico. Isso obriga o investidor a acompanhar de perto os principais fatores que podem impactar o mercado e, por consequência, seus investimentos.

Com isso, será possível aplicar esse conceito para minimizar o efeito de possíveis desvalorizações bruscas de determinado ativo, ou mesmo do efeito de crises maiores que atinjam a economia.

Aproveita melhor as oportunidades

No sentido oposto, do mesmo modo que o acompanhamento do mercado ajuda a fugir dos riscos causados por oscilações, ele pode ser uma ferramenta para orientar rebalanceamentos que ajudem também no melhor aproveitamento de oportunidades.

Logo, com recursos aplicados de acordo com a estratégia alinhada ao seu perfil e investimentos otimizados de acordo com sua situação, será possível ampliar os ganhos, principalmente visando o longo prazo, já que pequenas oscilações serão absorvidas com tempo. No entanto, para não comprometê-los, é sempre importante considerar os custos envolvendo a compra e venda de ativos necessária para o rebalanceamento da sua carteira.

Evita comprar em alta e vender em baixa

Por fim, o rebalanceamento de carteira evita um erro muito comum de diversos investidores: comprar na alta e vender na baixa. Com isso, é possível aproveitar melhor as eventuais oportunidades que apareçam diante da circunstância do mercado em vez de comprar determinados ativos somente quando outros investidores já estão obtendo ganhos com eles, o que pode ser tarde demais.

Com que periodicidade e como fazer?

Não existe uma regra sobre quando se deve fazer o rebalanceamento. Em alguns casos, a recomendação é fazê-lo sempre que houver mudança no mercado. Todavia, isso pode ser trabalhoso e caro, principalmente pelas taxas cobradas em algumas aplicações financeiras.

Outra forma de definir quando será feito o rebalanceamento é levando em conta o tempo. Normalmente, se determina um prazo (6 meses ou 1 ano, por exemplo) e, a partir disso, esse processo é feita de forma periódica.

Por fim, uma terceira via é definir percentuais de oscilação como base para o rebalanceamento. Ou seja, quantos pontos percentuais o tamanho da alocação de um ativo deve variar para que seja hora de rebalancear a carteira.

Como você pode perceber, são várias indicações de porque o rebalanceamento de carteira é tão importante para a saúde dos seus investimentos, reduzindo riscos, otimizando ganhos e mantendo suas aplicações alinhadas ao seu perfil.

Você já adota o rebalanceamento de carteira? Conte-nos suas experiências nos comentários.

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