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6 dicas para começar sua reserva de emergência agora mesmo!

Você se preocupa com os imprevistos que podem surgir na sua vida, aos quais todos estamos sujeitos? Saída do emprego, despesas com saúde ou mesmo o reparo do carro ou de algum item de casa podem gerar gastos extras capazes de desequilibrar o orçamento.

Tais situações só reforçam a importância da manutenção de uma reserva de emergência. Por isso, este texto trará dicas úteis de como começar a fazer sua reserva o quanto antes e da maneira correta, para que você esteja resguardado em caso de problemas e até mesmo consiga investir melhor. E para quem já tem um dinheiro guardado com essa finalidade, as recomendações do texto podem ajudar a tornar essa missão mais eficiente. Boa leitura!

1. Separe uma parte da sua renda

Em uma situação ideal, o primeiro passo para a formação de uma reserva financeira é separar parte da renda mensal obtida e destiná-la a esse fim. Para isso, determine uma porção do dinheiro recebido mensalmente com esse objetivo. A forma mais fácil de fazer esse cálculo é por meio de um porcentual. Quem está começando normalmente mantém esse valor entre 10% e 15% dos ganhos.

Quem quer acelerar a formação da reserva financeira pode aumentar progressivamente o valor arrecadado ou ainda destinar fontes extras para alimentar o montante guardado. Com isso, o 13º salário, o pagamento de férias, a restituição do Imposto de Renda, entre outras receitas adicionais, podem servir para agilizar a formação da reserva. Dessa forma, dentro de algum tempo, você já terá disponível uma reserva considerável.

2. Organize o seu orçamento

Na teoria, pode ser fácil começar a montar a reserva de emergência. Porém, muitas vezes a desorganização do orçamento torna a tarefa bastante complicada. Fica difícil separar uma parte da renda sem saber qual é o seu valor exato ou mesmo quais são os gastos mensais. O cenário se torna preocupante quando as despesas se tornam sempre maiores do que o dinheiro que entra.

Para contornar isso, será necessário domar seu orçamento. A melhor forma de fazer isso é adotando um controle preciso sobre todos os ganhos e gastos ao longo do mês. Ou seja, passe a anotar de forma detalhada tudo o que entra e o que sai da carteira, não importa o valor.

A partir disso, será possível ter uma visão melhor da situação. Se as despesas estiverem maiores que a renda, avalie quais gastos supérfluos podem ser cortados e foque na redução deles. Cortar esses excessos exige disciplina, mas o resultado certamente será recompensador. Muitas vezes, apenas esse controle é o suficiente para liberar dinheiro para a formação da reserva.

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3. Elimine dívidas

As dívidas costumam ser outro empecilho na hora de levantar o dinheiro para a formação da reserva financeira, uma vez que elas podem consumir boa parte da renda disponível, principalmente quando estão foram de controle.

Dessa forma, é essencial mapear todas as suas dívidas e traçar uma estratégia para quitá-las. A recomendação é sempre priorizar aquelas com juros mais altos, como faturas do cartão de crédito ou limite do cheque especial. Em alguns cenários, vale até mesmo contratar crédito com juros mais em conta para quitar os débitos em atraso.

4. Estime o tamanho da sua reserva

O ideal é que a reserva de emergência seja suficiente para que você consiga mantar o seu padrão de vida (e de seus dependentes, se houver) e suprir as despesas básicas por algum período sem qualquer outra fonte de renda. O normal é que ele varie entre três meses e um ano. Contudo, esse número varia de acordo com uma série de fatores.

Quem trabalha atualmente sob o regime de CLT ou é servidor público pode se dar ao luxo de manter a estimativa do tamanho da reserva menor. Já quem atua no mercado de trabalho por conta própria deve se esforçar para o que o montante guardado seja maior.

Filhos também interferem no cálculo. Se eles ainda forem dependentes da sua renda, inclua alguns meses a mais na conta. O mesmo vale para quem ainda não tem filhos, mas está planejando isso.

5. Invista o valor acumulado

Um equívoco muito comum cometido mesmo por quem já se preocupa há mais tempo com a formação de uma reserva financeira é imaginar que o dinheiro precisa ficar “parado”, já que ele pode ser necessário a qualquer momento. Com isso, ele deixa de ser investido e vai perdendo seu poder de compra com a inflação.

Por isso, o ideal é procurar formas de investi-lo em aplicações que combinem baixo risco e alta liquidez. Dessa forma, será possível resgatar o dinheiro a qualquer momento, sem preocupações.

Nessas horas, a maioria dos brasileiros corre para a tradicional caderneta de poupança. É bem verdade que ela combina duas características essenciais de um investimento para a formação de uma reserva de emergência (baixo risco e resgate imediato). Todavia, sua rentabilidade deixa a desejar e tem retornos abaixo da inflação, fazendo com que você tenha rentabilidade real negativa nessa modalidade.

Por isso, vale procurar por alternativas para obter melhores retornos ao aplicar sua reserva. Títulos públicos do Tesouro Direto atrelados à Selic e CDB com liquidez diária podem ser mais interessantes que a famosa poupança.

6. Use-a sempre com cautela

Pode ser difícil identificar qual é o momento ideal para fazer uso da reserva financeira, já que nem sempre os imprevistos são tão significativos como a perda do emprego ou um problema de saúde.

Dessa forma, a recomendação é utilizar o dinheiro quando o emprego de linhas de crédito com juros muito altos se tornar necessário para fazer frente ao problema. Assim, você utiliza os recursos guardados e não precisa arcar com esse custo para pegar dinheiro emprestado. Mas seja qual for o motivo, o uso deve ser feito com cautela e o dinheiro reposto quando a situação for normalizada, na medida do possível.

Por melhor que seja seu planejamento, montar uma reserva financeira para emergências robusta pode levar algum tempo. Portanto, o ideal é se organizar e dar os primeiros passos para isso o mais cedo possível. Dessa forma, o tempo trabalhará ao seu favor e você estará preparado do ponto de vista financeiro quando imprevistos de qualquer natureza surgirem.

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