o que é risco de liquidez

O que pode ser feito para diminuir os riscos dos investimentos?

Todo dia estamos expostos aos mais diversos riscos e em diferentes situações da nossa vida. Isso vale também quando o assunto é investir dinheiro. Ainda que não seja agradável pensar nisso, toda aplicação financeira conta com seus riscos próprios — e lidar com eles é muito importante para obter sucesso ao investir.

Porém, o que pode ser feito para minimizar os riscos dos investimentos? Para responder a essa pergunta, acompanhe este artigo, que explica o que são e quais os principais riscos dos investimentos, assim como as melhores estratégias para lidar com eles. Boa leitura.

O que é o risco em investimento?

Para saber como agir diante dos riscos ao investir, é necessário entender primeiro o que são os riscos em um investimento. Logo, é importante compreender que risco está relacionado a exposições ou a chances de que algo dê errado.

Ao investir seu dinheiro, sempre há a possibilidade de que algum aspecto da aplicação financeira faça com que a rentabilidade esperada não seja obtida ou, ainda, que aconteçam perdas no seu patrimônio.

Quais são os principais tipos de risco?

Todavia, embora exista essa definição bem clara do que são os riscos nos investimentos, eles podem ser divididos em diversos tipos. Depende de onde eles se originam, sejam eles sistêmicos (atingem o mercado todo de forma generalizada) ou não-sistêmicos (que agem de forma isolada).

Abaixo, indicamos e explicamos quais são os principais riscos que incidem sobre suas aplicações.

Risco de crédito

Muitos investimentos, principalmente aqueles em renda fixa, funcionam como uma espécie de empréstimo. O investidor concede recursos para a instituição financeira emissora do título, na promessa de receber de volta no futuro o valor corrigido acrescido de juros.

No entanto, existe a possibilidade de instituições emissoras de títulos enfrentarem problemas financeiros e darem calote nos investidores, não pagando os valores prometidos. A essa possibilidade se dá o nome de risco de crédito.

Alguns títulos da renda fixa são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), espécie de seguro que garante ao investidor o ressarcimento de depósitos em caso de problemas com a instituição financeira. No entanto, mesmo para aqueles investimentos que contam com essa garantia, é essencial assegurar a reputação do emissor para reduzir as chances de ser atingido pelo risco de crédito.

A melhor forma de dimensionar o risco de crédito de uma instituição é considerando suas avaliações pelas agências de rating. Elas classificam as instituições financeiras e a qualidade de crédito delas. Com isso, fica mais fácil optar por uma instituição reconhecida pela sua solidez e capacidade de honrar seus pagamentos.

No caso de títulos públicos negociados no Tesouro Direto, o risco de crédito é considerado o mais baixo do país pelo fato de ser garantido pelo Tesouro Nacional.

Risco de mercado

A oferta e a demanda, entre outros fatores, podem fazer com que um preço de um ativo caia, ocasionando a perda de dinheiro para quem investiu neles. A essa possibilidade se dá o nome de risco de mercado.

Os motivos que originam o risco de mercado podem ser vários, englobando desde oscilações cambiais, mudanças no cenário político ou variações em indicadores importantes da economia, como juros e inflação.

O risco de mercado trabalha, sobretudo, na expectativa de um preço de um ativo subir ou descer dentro de determinada perspectiva. Por isso, ele costuma ser mais sentido nas aplicações de renda variável, principalmente no mercado de ações.

Risco de liquidez

Já teve dificuldades em resgatar um investimento no momento em que precisou reaver o dinheiro aplicado? Então, você sofreu com o chamado risco de liquidez. Esse é um termo comum no mercado financeiro e representa a facilidade com que uma aplicação pode ser convertida em dinheiro.

Logo, existem aplicações com maior e menor liquidez. Como exemplos de ativos com baixa liquidez podemos citar os imóveis, já que para obter o dinheiro da venda é necessário encontrar um comprador, processo que pode levar tempo. Por outro lado, algumas opções de renda fixa, por exemplo, têm liquidez diária.

Quais são os exemplos de investimentos mais e menos arriscados?

Os investimentos mais arriscados são aqueles que oscilam bastante e que podem jogar os preços para baixo e para cima em um piscar de olhos. Geralmente, eles estão:

  • em ações, quando aplicamos em companhias que nem sempre são consolidadas no mercado;
  • no day trade, que tem uma oscilação gigantesca do período de abertura até o fechamento da bolsa;
  • nos investimentos-anjo, feito com startups que podem simplesmente quebrar após algum tempo;
  • em aplicações no mercado futuro, pois são negociações estabelecidas para um futuro variável;
  • nos COE, que reúnem ativos de renda fixa e variável, sem cobertura do FGC;
  • nas ofertas públicas de captação de recursos, por ações, ativos imobiliários ou cotas de fundos;
  • na compra e venda de câmbio, que oscila de acordo com os acontecimentos políticos estrangeiros.

O contrário disso são aqueles investimentos mais tradicionais e menos oscilantes, como o Tesouro Direto e as aplicações pré-fixadas, por exemplo.

Esses riscos de liquidez afetam os seus investimentos porque interferem diretamente na sua rentabilidade, além da disponibilidade que você terá para resgatar seus recursos.

Por que você deve se preocupar com o tempo de carência em um investimento?

o que é risco de liquidez

A preocupação com a liquidez faz com que outro aspecto importante dos investimentos tenha que ser observado com cuidado na hora de investir: o prazo de carência. Ele não é nada mais que a diferença entre a data da aplicação e o prazo em que ela fica disponível para resgate.

Tome como exemplo um investimento com liquidez diária a partir de 90 dias e prazo de 1 ano. Isso significa que o prazo de carência é de 90 dias e, a partir desse período, seu investimento passa a ter liquidez diária, até seu vencimento, em 1 ano.

Logo, o cuidado com o prazo de carência deve levar em conta qual será sua necessidade e planejamento de uso futuro do dinheiro investido

O que são as agências de risco e como elas funcionam?

Outras informações cruciais na hora de decidir onde investir podem ser obtidas com as chamadas agências de rating. Essas empresas analisam e elaboram relatórios indicando a solidez e a segurança de instituições públicas e privadas.

Dessa forma, quanto maior a reputação perante as agências, maior a segurança dos investimentos daquela instituição. Existem escalas que quantificam isso e elas são divididas em dois grupos: a de grau de investimento e a de grau especulativo. Como essa segunda oferece mais riscos, o ideal é focar nas instituições com o grau de investimento.

Como garantir a segurança de um investimento?

Embora os riscos dos investimentos sejam conhecidos e existam formas de minimizá-los, nunca será possível evitá-los completamente. Ainda assim, é importante saber quais são as melhores estratégias para se prevenir.

A principal é a diversificação. Por meio dela, o investidor distribui seu dinheiro por aplicações com diferentes graus de risco, diluindo eventuais perdas entre toda a sua carteira. Conhecer o mercado e saber bem qual é o seu perfil de investidor são outros fatores que ajudam a investir com menos risco.

Com conhecimento e um bom planejamento não será preciso temer os riscos dos investimentos. Eles estarão sempre lá, mas será possível mantê-los em baixos níveis e aproveitar o melhor de cada aplicação, vendo seu dinheiro render em investimentos seguros.

Como montar uma carteira de investimentos segura?

Os conhecimentos básicos você já tem sobre o que é risco de liquidez e sobre como garantir a segurança de um investimento. Agora, chegou o momento de entender um pouco melhor cada um desses aspectos. Vamos lá?

Diversificar a carteira

Você já viu que diversificar a carteira é uma boa estratégia. Mas, afinal, como fazer isso? A diversificação diz respeito à variedade de ativos de naturezas distintas que você mantém entre os seus investimentos. Isso significa que você precisa sortir aplicações com diferentes finalidades.

Alguns dos seus investimentos podem ser pensados para o curto prazo ou prezarem por uma alta liquidez, o que significa que você conseguirá negociá-los a qualquer momento. Outros podem ser pensados como uma aquisição da qual, possivelmente, você não precisará se desfazer mais. São os casos daquelas ações ou fundos que pagam dividendos, por exemplo.

Controlar as emoções

Controlar as suas emoções é algo que está diretamente relacionado com o seu perfil de investidor. É normal que toda e qualquer pessoa se sinta nervosa e ansiosa quando vê o preço de uma ação que faz parte da sua carteira despencando. No entanto, essa oscilação faz parte do mercado financeiro.

Aqueles investidores que têm uma tolerância maior ao risco não se deixam afetar por isso. Eles apenas mantêm a calma, acompanham de perto os indicadores e esperam o momento certo de negociar os ativos. Porém, aqueles que confiam no potencial da companhia ainda aproveitam esses momentos de baixa (em que todos estão vendendo loucamente seus papéis) para comprá-los a preço de banana.

Considerar o perfil de investidor

O nível de risco bem-aceito por cada investidor varia de pessoa para pessoa. Para alguns, é extremamente seguro aplicar mesmo em ativos mais voláteis. Eles suportam bem o risco e as oscilações de mercado, não tomando nenhuma decisão a partir das emoções. Já para outros, o medo de perder dinheiro é tão grande que as escolhas acabam sendo precipitadas.

Por isso, considere os melhores ativos para cada perfil:

  • conservador — os ativos mais seguros são os mais indicados, apesar de terem uma rentabilidade mais baixa, eles oscilam menos;
  • moderado — para aumentar um pouco mais o retorno sobre os investimentos, os investidores de perfil moderado topam aceitar um pouco mais de risco que os conservadores;
  • arrojado — esses são os investidores que compram o risco em troca de rentabilidade alta, geralmente é quem investe em ações e ofertas públicas.

Procurar ajuda de um assessor financeiro

Se você ainda se sente perdido nesse universo ou se quer galgar novos passos, arriscar um pouco mais, mas não tem conhecimento nem prática suficientes, considere contar com o auxílio de um assessor financeiro. Além de ter todo o conhecimento para embasar suas decisões, ele ainda pode ajudar você a aprender e a identificar as melhores oportunidades.

Dessa forma, você se sentirá mais seguro ao investir o seu dinheiro, as chances de erros e equívocos diminuirá bastante, e você poderá formular uma estratégia realmente condizente com os seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Legal, não é mesmo?

Qual a melhor estratégia para o risco de liquidez?

A melhor estratégia sempre será entender o porquê você está correndo um determinado risco. Se a oscilação existe, ela ocorre por uma determinada causa. Quando você entende o que pode provocar essa variação (um problema político, uma crise na imagem de uma empresa etc.), você começa a se antecipar em relação aos acontecimentos e, consequentemente, a se proteger deles.

Mas é claro que existem medidas que vão se repetir nesse percurso e que devem mesmo ser tomadas constantemente, por exemplo:

  • evite comprar ativos ilíquidos para o longo prazo, a não ser que você possa mantê-los mesmo durante uma crise financeira;
  • não invista naquelas empresas que estão sempre em riscos potenciais de liquidez ou que não conseguem se estabilizar no mercado;
  • tenha um pé atrás com companhias que tenham refinanciamento de dívidas;
  • avalie o balanço patrimonial das corporações, suas fontes de financiamento de médio e longo prazo e seu patrimônio líquido.

É claro, não esqueça de nunca colocar todos os ovos na mesma cesta. Diversifique, dessa forma, se um investimento for mal, os outros amenizarão o impacto.

Como realizar um planejamento financeiro com alto risco de liquidez?

Seu planejamento com alto risco de liquidez vai depender de duas coisas: seus objetivos e os ativos que você vai escolher. Primeiro, você precisa ter clareza de qual é a disponibilidade que você quer ter para o dinheiro. Se precisar dele a qualquer hora, a recomendação é uma, se tiver um prazo maior, é outra.

Confira alguns dos principais investimentos e seus riscos de liquidez:

  • liquidez alta: fundos de investimento, poupança, Tesouro Direto, crowdfunding, ações;
  • liquidez média: títulos públicos, fundos de investimento, crowdfunding imobiliário;
  • liquidez baixa: imóveis.

Mas o que isso significa? Se você fizer sua reserva de emergência com recursos aplicados em ações, por exemplo, e precisar resgatar o dinheiro, a venda é praticamente automática. Ou seja, o dinheiro fica disponível para você quase na mesma hora. No entanto, se você colocar esse recurso em imóveis, pode levar meses ou até anos para conseguir vendê-lo e pegar o dinheiro de volta. Compreendeu?

Portanto, a sua estratégia deve ser alinhada com os seus objetivos financeiros. Não adianta você guardar dinheiro e aplicar em qualquer coisa só porque isso dá um bom retorno.

Como você pôde ver ao longo deste conteúdo, entender o que é risco de liquidez é parte fundamental de se tornar um bom investidor e conhecer esse mercado. É impossível investir e estar isento desse tipo de perigo, por assim dizer. No entanto, você aprendeu estratégias para se defender disso.

O risco não é algo que você deve temer, mas, sim, algo com o que precisa aprender a lidar, especialmente se quiser alcançar bons resultados. Por isso, uma boa diversificação da sua carteira, além de um estudo dedicado do mercado podem ajudar e muito nessa mitigação de perigo.

Então, você decidiu investir? Não faça isso sem antes entrar em contato conosco. Estamos prontos para ajudá-lo e auxiliar em todos os processos.

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