taxa de carregamento da previdência

Taxa de carregamento de previdência: como funciona?

Fazer investimentos para a aposentadoria é uma das principais razões pelas quais os brasileiros poupam dinheiro e vão ao mercado financeiro. É por isso que os planos de Previdência Privada cresceram consideravelmente nos últimos meses no país. No entanto, quem for investir em um programa desses precisa ter atenção a certos custos desconhecidos, como a taxa de carregamento da Previdência.

Essa taxa é um valor pago pelo investidor que aplica seu dinheiro em um plano de Previdência Privada e que impacta consideravelmente o rendimento final do investimento. Considerando que muitas pessoas procuram por planos do tipo desde a Reforma da Previdência, é importante analisar bem os números e ver qual o cenário mais lucrativo a longo prazo, antes de se comprometer com ele.

Quer conhecer mais sobre a taxa de carregamento da Previdência e entender como ela funciona para planejar sua aposentadoria? Então, siga a leitura do artigo abaixo com atenção!

O que é a taxa de carregamento da Previdência?

A taxa de carregamento é um percentual pago pelo investidor com base nos aportes ou resgates que faz em seu plano privado de Previdência. Esse valor assume o formato de um desconto, sendo pago automaticamente assim que o aporte ou resgate é feito pelo cliente. Na prática, portanto, a taxa reduz a rentabilidade do plano no longo prazo, às vezes de forma considerável.

Como é feita a cobrança dessa taxa?

carregamento da previdência

A cobrança da taxa de carregamento da Previdência é feita de maneira automática. Isso significa que, quando o investidor faz uma das movimentações que a ativa, o banco realiza o desconto na mesma hora. 

No geral, a cobrança da taxa pode ser feita de três maneiras diferentes. Veja quais a seguir:

Cobrança antecipada (na entrada)

Nesse modelo, a taxa de carregamento (que ganha o nome de Taxa de Entrada) é cobrada no momento que o investidor deposita dinheiro no seu plano. Ou seja, o valor é descontado sobre a aplicação inicial e, posteriormente, sobre cada novo aporte feito. 

Por exemplo, suponha que você comece seu plano de Previdência Privada com uma aplicação de R$ 5.000,00 e depois faça aportes mensais de R$ 1.000,00, sendo que a taxa de entrada é de 4%. Nesse caso, na primeira aplicação, você pagará R$200,00 e, nos aportes mensais, mais R$ 40,00. Portanto, sua primeira aplicação será de R$ 4.800,00 e os aportes mensais serão de R$ 960,00.

Cobrança postecipada (na saída)

Nesse cenário, a taxa de carregamento passa a se chamar Taxa de Saída e o desconto só é feito no momento em que o investidor faz o seu resgate ou quando realiza uma portabilidade para outro plano. O valor é cobrado sobre todo o patrimônio que é retirado, não só sobre o lucro.

Normalmente, as taxas postecipadas costumam ser bem maiores do que as antecipadas. No entanto, as instituições que cobram a taxa de saída reduzem o valor do desconto de maneira regressiva, de acordo com a duração do investimento. Assim, quanto mais tempo o dinheiro ficar depositado, menor será a taxa de carregamento da Previdência.

No geral, a média de mercado inclui cobranças de:

  • 10% para aplicações de até 12 meses;
  • 8% para aplicações de 13 a 24 meses;
  • 6% para aplicações de 25 a 36 meses.

Cobrança dupla

Em alguns casos raros, os bancos ou seguradoras podem cobrar a taxa de carregamento duas vezes: uma na entrada e outra na saída. Quando isso acontece, a porcentagem aplicada pela instituição tende a ser pensada de forma a manter a média do mercado. Por exemplo, se a média da taxa antecipada é de 4%, no geral, a cobrança dupla é feita de modo ao consumidor também pagar apenas 4%, mas divididos na entrada e na retirada do dinheiro.

Quais outros custos que incidem sobre a Previdência Privada?

Além da cobrança da taxa de carregamento, existem outros custos que incidem sobre o investimento na Previdência Privada. Veja quais a seguir:

Taxa de administração

A taxa de administração é um valor anual que é cobrado diariamente do patrimônio acumulado no fundo de previdência. Seu objetivo é remunerar a empresa gestora por fazer a administração do dinheiro, alocando-o em opções de investimentos no mercado financeiro (normalmente títulos de Renda Fixa atrelados à Taxa Selic, como o Tesouro Direto, CDBs e outros).

A cobrança da taxa de administração costuma ficar em torno de 1 a 2% ao ano, mas pode chegar até 3% dependendo de cada plano e banco. Normalmente, esse é um dos valores que mais reduz o rendimento da aplicação, já que incide sobre o patrimônio e não sobre o lucro.

Por exemplo, se a taxa de rendimento do fundo for de 6% ao ano e a taxa de administração for de 3%, o ganho daquele investimento será de 3% ao ano (sem considerar a inflação do período, o que pode corroer ainda mais o valor aplicado).

Imposto de Renda

O Imposto de Renda é outra despesa atrelada ao investimento em Previdência Privada. A grande diferença é que essa opção consome parte dos ganhos obtidos e não do patrimônio total, o que faz com que a sua presença seja menos sentida.

Existem duas formas de incidência do IR sobre os ganhos de um plano privado de Previdência. A primeira é a Tabela Progressiva, cujas alíquotas aumentam conforme o montante que será tributado também cresce. Ou seja, quanto mais dinheiro aplicado e retirado, maior o tributo a pagar. Inicialmente há uma retenção na fonte de 15%. Depois um reajuste no resgate mensal seguindo a mesma tabela do Imposto de Renda tradicional. As alíquotas são:

  • até R$ 1.903,98 mensais: isento;
  • de R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65: 7,5%;
  • de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15%;
  • de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5%;
  • mais de R$ 4.664,69: 27,5%

Já a Tabela Regressiva diminui a cobrança do imposto de acordo com a duração da aplicação. Quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, menos impostos serão cobrados. Confira a tabela:

  • até 2 anos de aplicação: 35%;
  • de 2 a 4 anos: 30%;
  • de 4 a 6 anos de investimento: 25%;
  • de 6 a 8 anos com dinheiro aplicado: 20%;
  • de 8 a 10 anos no fundo: 15%;
  • mais de 10 anos de aplicação: 10%.

O que ter atenção sobre a taxa de carregamento da Previdência?

Na hora de escolher qual fundo de Previdência Privada escolher, é essencial olhar qual a cobrança da taxa de carregamento. Lembre-se de que nem todos os bancos ou fundos cobram esse valor.

Para decidir a opção mais interessante, analise o regulamento do plano antes de contratá-lo e veja todas as taxas cobradas (carregamento, administração e impostos). Faça as contas com sua previsão de lucratividade e opte pela alternativa mais vantajosa.

Agora que você conhece a taxa de carregamento da Previdência, está mais preparado para tomar suas decisões de investimento de maneira mais estratégica. Isso permitirá que você aproveite melhor seu dinheiro e tenha uma aposentadoria mais confortável.

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