tipos de ativos financeiros

Quais são os tipos de ativos financeiros? Entenda!

Existem diversos tipos de ativos financeiros disponíveis no mercado. Por isso, é comum que o investidor tenha dúvidas na hora de escolher as melhores opções para composição da sua carteira.

Entender o conceito de ativos financeiros e conhecer as diferentes classes disponíveis, certamente, vai ajudar você a investir melhor, com uma boa rentabilidade e, ainda, ajudar a evitar erros comuns de quem está começando no mercado.

Neste artigo, vamos ajudar a descobrir o que são ativos financeiros, o principais tipos, como eles se dividem e exemplos dos principais disponíveis no mercado. Acompanhe e entenda!

O que são ativos financeiros e como eles se dividem?

Uma forma simples de conceituar os ativos financeiros é defini-los como tudo aquilo que é negociado no mercado financeiro ou de capitais, como a bolsa de valores. No entanto, é possível ir além dessa definição mais básica, e compreendê-los como algo que gera rendimento para o portador.

Nesse sentido, um ativo financeiro seria diferente de um passivo, que é algo que gera despesas. Assim, é algo capaz de gerar lucro, sem que haja necessidade de trabalhar para criá-lo. Já ouvir falar de “fazer o dinheiro trabalhar por você”? Esse é, justamente, um dos papéis dos ativos financeiros.

De forma geral, os ativos financeiros são divididos em três tipos: os que geram renda, os de reserva de emergência e os de crescimento de capital. Para obter sucesso, o ideal é que uma carteira tenha uma combinação dessas categorias, sempre em um balanceamento condizente com o perfil e os objetivos do investidor.

Ativos que geram renda

Como o próprio nome dá a entender, os ativos de geração de renda são aqueles que garantem ao investidor uma fonte de rendimentos. Cada tipo de ativo confere uma forma diferente de rentabilidade: juros, dividendos ou o pagamento de aluguéis são as mais comuns.

Ativos de reserva de emergência

São os ativos com alta segurança e liquidez imediata, que funcionam como uma espécie de seguro a ser resgatado nos momentos de dificuldade financeira. São as opções dentro da renda fixa que combinam alto grau de segurança com alta liquidez.

Ativos de crescimento de capital

Esses ativos contribuem com o crescimento do patrimônio, principalmente, a longo prazo. De todo modo, é preciso considerar que eles são mais arriscados e apresentam maior volatilidade. Isso faz com o que preço deles possa subir ou cair rapidamente, tornando necessário acompanhá-los de perto.

tipos de ativos financeiros

Quais são os principais ativos financeiros disponíveis no mercado?

Agora que você sabe melhor o que é um ativo financeiro, confira quais são os principais disponíveis no mercado e como eles se comportam de acordo com suas características.

Ações

As ações são a menor parte do capital de uma empresa. É como se uma companhia fosse dividida em milhares ou mesmo milhões de frações, com cada uma delas representando um pedaço do negócio. Elas são negociadas na bolsa de valores. Quem investe seu dinheiro em uma ação está, na prática, comprando um papel que confere o direito a parte do capital daquela empresa.

Normalmente, as ações são divididas em dois tipos: as ordinárias e preferenciais. As ordinárias dão ao acionista o direito de participar das assembleias do negócio. Já as preferenciais garantem privilégios no recebimento dos dividendos.

Títulos públicos

Quando o governo precisa de mais recursos para financiar suas atividades, ele tem como opção contrair dívida — e isso pode ser feito por meio da emissão de títulos públicos. Assim, quem os adquire está emprestando dinheiro ao Estado, na expectativa de recebê-lo de volta com o acréscimo de juros no vencimento.

Basicamente, o Tesouro Direto é um mecanismo de empréstimo de dinheiro ao governo federal, que tem como objetivo sanar as dívidas públicas da União. Em troca, o investidor recebe valores indexados à taxa básica de juros, à inflação ou a um valor pré-fixado. Em outras palavras, pelo fato de emprestar dinheiro ao governo, você terá de volta seu dinheiro, mais os juros decorrentes do período investido.

Os títulos públicos negociados no Tesouro Direto estão entre as principais opções de investimento para os mais diversos perfis. Mesmo com a queda da Selic, essa forma de aplicação continua procurada, principalmente, devido a sua segurança.

Títulos privados

Seguem a mesma lógica dos títulos públicos. A diferença é de que eles são emitidos por instituições financeiras privadas, como o nome já indica. A função deles é captar recursos, que, normalmente, serão utilizados para que o banco ou empresa do ramo faça novos empréstimos para seus clientes.

O investidor de um título privado recebe de volta parte dos juros como rentabilidade. O exemplo mais conhecido desse ativo são os Certificados de Depósitos Bancários (CDB), disponíveis em todos os bancos de varejo, e também as LCI/LCA, que vêm ganhando espaço, principalmente, por ser isentas de Imposto de Renda.

Cotas de fundos de investimentos

Os fundos de investimento são uma modalidade bem distinta dos ativos anteriores. Nesses fundos, se reúnem vários investidores, formando algo semelhante a um “condomínio”. Essas pessoas juntam recursos financeiros que são divididos em cotas, e não precisam ser na mesma proporção.

O valor total de recursos do fundo é aplicado no mercado financeiro, em aplicações que variam de acordo com as características do fundo. Existe um gestor que realiza todo esse trabalho, por isso o investidor não precisa se preocupar com o controle e administração dos recursos.

As decisões sobre os investimentos e regras são alinhados previamente, e o gestor precisa seguir essas políticas. A rentabilidade total do fundo é dividida entre os cotistas na proporção de suas cotas.

Vale destacar que existem taxas e custos associados a esse investimento, como ocorre com os demais. É preciso estar atento a elas ao avaliar a viabilidade de escolher determinado fundo de investimentos.

Como investir em ativos financeiros?

Essa é outra dúvida comum de quem está começando a investir. Além de querer conhecer os tipos de ativos financeiros, é essencial entender como colocar em prática uma boa estratégia de investimentos.

Isso significa que, para você começar a investir, deve partir da elaboração de uma estratégia. Ela será pensada segundo a análise de dois pontos principais: o seu perfil de investidor e os seus objetivos financeiros.

A partir daí, você organiza suas finanças e adapta o planejamento às suas particularidades. Por exemplo: juntar dinheiro para formar uma reserva emergência, caso você ainda não tenha, buscar o suporte de um especialista em investimentos, enfim, a forma como a estratégia será montada e aplicada vai depender de cada pessoas e seus interesses.

A seguir, mostramos algumas dicas práticas de como você pode pensar a sua estratégia e dar os primeiros passos.

Como construir e gerenciar os ativos financeiros?

Escolher bons ativos financeiros é importante, mas muito além disso, você deve começar a pensar na construção da sua carteira e gerenciamento a partir da organização das finanças pessoais.

Tenha organização financeira

Para ter organização financeira, você deve buscar educação nessa área, afinal, os dois conceitos estão intimamente ligados. Existem várias maneiras de criar um hábito de organização do seu dinheiro. A seguir, elencamos algumas dicas práticas:

  • uma organização pressupõe que você gaste menos do que ganha, por isso, esteja atento à sua renda e os gastos mensais;
  • livre-se de todas as suas dívidas;
  • reduza gastos desnecessários;
  • monte um fundo de emergência;
  • estabeleça metas;
  • invista em aplicativo para gestão das suas finanças.

Com pequenas mudanças na sua rotina, é possível criar um hábito de organização. Para quem deseja investir, é fundamental começar por aqui. Sem organização é muito difícil conseguir ter uma boa reserva para aplicar em ativos financeiros.

Faça uma reserva de emergência

A reserva de emergência não é vista como foco de um investimento, entretanto, todas as pessoas precisam ter. Ela servirá como suporte, caso você tenha alguma necessidade financeira urgente. Na prática, é uma quantia mensal que deve ser economizada e direcionada para um investimento específico.

Os especialistas recomendam fazer a reserva de emergência em uma aplicação que permita o saque imediato dos recursos, caso você precise deles. Além da poupança, existem outras opções de fundo que podem ser utilizados como aplicação para a reserva.

Uma dúvida muito comum diz respeito ao valor que deve ser direcionado para a reserva de emergência. Afina, quanto dinheiro guardar? Isso depende de cada pessoa mas, em geral, recomenda-se que você avalie quanto dinheiro precisaria caso perdesse sua renda repentinamente e precisasse buscar uma nova forma de obter recursos.

Imagine que você perdeu o emprego: quantos meses você estima serem necessários para você retomar seu salário em uma nova ocupação? Pense que a resposta seja seis meses, em média. Nesse caso, você deve ter uma reserva que cubra, no mínimo, as suas despesas mensais durante esse período.

Portanto, se você gasta R$3.000,00 por mês, deve ter uma reserva de, no mínimo, R$18.000,00. Caso acredite que o ideal seria ter reserva para um ano, basta multiplicar suas despesas mensais por 12. No nosso exemplo, isso representaria um montante de R$36.000,00.

Naturalmente, é difícil prever o que vai acontecer e quais serão suas necessidades específicas. Por isso, a reserva deve ser formatada a partir de expectativas e suposições, geralmente, alinhadas à realidade de cada investidor.

Invista em ativos financeiros

Só depois de ter montado uma reserva de emergência é que você deve começar a criar a sua carteira de investimentos. Há uma infinidade de opções de ativos, e eles devem ser escolhidos sempre considerando o perfil do investidor e os objetivos que ele pretende alcançar.

Diversifique seus investimentos

Por fim, uma dica de ouro para quem está começando é considerar a diversificação. Respeitando os limites do seu perfil de investidor, ao montar a sua carteira de investimentos, tenha em mente essa importância: não foque um único ativo ou uma classe, escolha diferentes produtos, pois isso aumenta a sua segurança e contribui para uma melhor rentabilidade.

A diversificação, como o nome já sugere, é uma estratégia na qual o investidor distribui o seu dinheiro em diferentes tipos de ativos financeiros. Além de oferecer segurança, como já mencionamos, a estratégia favorece quem está buscando resultados a longo e médio prazo.

Embora os riscos dos investimentos sejam conhecidos e existam formas de minimizá-los, nunca será possível evitá-los completamente. Ainda assim, é importante saber quais são as melhores estratégias para se prevenir.

A principal é a diversificação. Por meio dela, o investidor distribui seu dinheiro por aplicações com diferentes graus de risco, diluindo eventuais perdas entre toda a sua carteira. Conhecer o mercado e saber bem qual é o seu perfil de investidor são outros fatores que ajudam a investir com menos risco.

Para quem deseja investir, pode ser complicado decidir como compor sua carteira diante dos diferentes tipos de ativos financeiros disponíveis no mercado. No entanto, a recomendação geral é diminuir riscos dos investimentos procurando por alternativas alinhadas ao perfil do investidor e às suas metas, sem nunca abrir mão da diversificação.

Quer saber como investir com segurança? Então, entre em contato conosco e conheça mais sobre diferentes tipos de investimentos que podem compor a sua carteira.

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