valor de face

Valor de face: como calcular a rentabilidade de títulos com ele?

Quem investe ou quer começar a investir em títulos de Renda Fixa precisa conhecer alguns termos e conceitos específicos da área. O valor de face é um deles. Saber o que ele significa é entender seu impacto no mercado e aprender como agir em determinadas situações.

O valor de face é um conceito antigo no mundo financeiro, tendo sido criado quando os primeiros títulos e letras de crédito surgiram. Apesar de todo o avanço tecnológico do setor, ele continua relevante e importante para os investidores.

Quer saber mais sobre esse conceito e como ele pode afetar as suas aplicações? Então, siga a leitura do artigo abaixo!

O que é valor de face?

Também chamado de valor nominal ou de resgate, o valor de face é aquele que será resgatado pelo investidor na data de vencimento do título. Ou seja: é o total que ele receberá ao fim do investimento.

O valor de face é, obrigatoriamente, maior que o valor de compra do título, mas não considera os efeitos da inflação sobre o ativo (exceto em casos específicos). Portanto, ele é usado para orientar a compra e venda de produtos financeiros no mercado.

Como funciona o valor de face?

Para entender por que esse conceito é importante, é necessário compreender como ele funciona. Para isso, precisamos falar sobre o funcionamento de empréstimos.

Um investimento em ativos de Renda Fixa — como títulos, letras de crédito e debêntures — são como empréstimos. Afinal de contas, o dinheiro que o investidor paga no produto financeiro é usado pelo emissor para uma variedade de fins e, depois, ele deve pagar o valor de face do título na data de vencimento. Ou seja, é como um crédito financeiro, de certa forma.

O valor de face é, portanto, a promessa de valorização que o investidor terá ao “emprestar” seu dinheiro ao emissor do ativo financeiro. Ele sabe que receberá aquele total na data final da aplicação.

É importante entender, no entanto, que, em alguns casos, o valor de face é um total definido, mas, em outros, ele é representado por uma fórmula e pode sofrer algumas alterações com o tempo.

Por exemplo, em caso de títulos do Tesouro Direto que são Prefixados, dá para saber exatamente qual o valor de face no momento da aplicação. Afinal, a taxa de remuneração não muda em nenhum momento.

No entanto, em caso de um título do Tesouro Direto que é atrelado à Selic ou ao IPCA, o seu valor nominal é afetado pelos indexadores em questão. Assim, se a Selic subir, o valor de face sobe também. Já se o primeiro cair, o outro cai também.

Para que serve o valor de face?

Agora que já entendemos como o valor de face funciona, é hora de entender para que ele serve. Afinal de contas, qual a utilidade desse conceito?

Originalmente, em um passado muito distante, o valor de face era uma garantia de recebimento dos investidores. Afinal, como comprovar que o portador daquele título deve receber o valor combinado? Pelo valor nominal.

Atualmente, ele é um guia para a tomada de decisões dos investidores, especialmente no mercado de negociações de títulos e ativos de Renda Fixa. Afinal, um determinado ativo pode se tornar mais ou menos atraente de acordo com mudanças macroeconômicas que afetam seu valor de face.

Por exemplo, imagine um LCI atrelado ao desempenho do CDI. Em um momento em que o CDI está em baixa, o valor de face do ativo fica menor. Assim, ele é menos atraente. No entanto, se o indexador subir, a letra de crédito fica mais atrativa.

Qual a importância do valor de face?

valor de face

Como deu para ver, o valor de face é um elemento muito importante na hora de decidir o que fazer com seus ativos e quais produtos financeiros adicionar ou retirar da sua carteira. Afinal de contas, ele é o principal motivador para fazer ou não determinadas aplicações. Por exemplo, para escolher entre LTN ou LTF.

Ao considerar o valor nominal, o investidor pode planejar melhor os seus investimentos e sua carteira, garantindo que estará mais próximo dos seus objetivos.

Como calcular a rentabilidade de títulos com o valor de face?

O valor de face pode ser usado para calcular a rentabilidade de títulos, de letras de crédito e de outros tipos de ativos de Renda Fixa. Basta fazer contas simples para entender como isso funciona.

Por exemplo, suponha que o seguinte título:

Tesouro Prefixado 2024: com preço unitário de R$786,92, vencimento em 01/07/2024 e valor de face de R$986,34.

Nesse caso, é só pegar o valor nominal, o prazo de investimento e o preço de compra para calcular a rentabilidade em uma regra de três relativamente simples. Nesse caso, encontramos a rentabilidade anual de 7,82%,

É importante ter em mente que, nesse caso, o valor de face não considera a inflação. Por isso, é também chamado de valor de resgate ou nominal. O único caso em que o valor de face contempla a inflação é quanto o título é atrelado ao IPCA, caso do Tesouro IPCA+.

Pronto! Agora você já sabe o que é valor de face, como esse conceito funciona e qual a sua importância. Lembre-se de que esse elemento é muito importante na hora de escolher investimentos a longo prazo, especialmente considerando títulos atrelados a indexadores, já que eles podem se tornar mais ou menos atrativos dependendo do cenário macroeconômico.

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